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Estátua de cera de Abraham Lincoln derrete no calor brutal de Washington, nos EUA

Após máxima de 35 graus Celsius na capital, cabeça da réplica de 1,8 metro do Lincoln Memorial está agora sob reparos

Estátua de cera do presidente Abraham Lincoln perde a cabeça (Reprodução)

Estátua de cera do presidente Abraham Lincoln perde a cabeça (Reprodução)

Agência o Globo
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Publicado em 25 de junho de 2024 às 14h50.

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Uma estátua de cera do ex-presidente americano Abraham Lincoln não conseguiu manter a cabeça de pé enquanto as temperaturas subiram para três dígitos no fim de semana em Washington, capital dos Estados Unidos. Logo depois foram as pernas, deixando o tronco e se transformando em bolhas. A cadeira em que Lincoln está sentado afundou no chão.

A cabeça da réplica de cera de 1,8 metro do Lincoln Memorial está agora sob reparos, deixando para trás um fio saindo do pescoço do 16º presidente dos Estados Unidos. O memorial repousa no local de Camp Barker, em Washington, um campo de refugiados da época da Guerra Civil que abrigava negros anteriormente escravizados e libertos — agora lar de uma escola primária.

A estátua foi colocada ao lar livre como parte da The Wax Monument Séries pela artista americana Sandy Williams IV. A réplica é mais do que apenas uma estátua de cera, é também uma vela. E essa não é a primeira vez que tem problemas com o derretimento.

A estátua foi instalada no mesmo local em setembro passado, mas a primeira versão do monumento de cera incluiu mais de 100 pavios que foram iluminados antes da hora, fazendo com que uma parte significativa da instalação derretesse antes da cerimônia de inauguração.

A nova versão instalada em fevereiro tem pavios estrategicamente posicionadas. Uma placa abaixo diz: "Por favor, exploda seu pavio dentro de 1-2 minutos."

A região metropolitana de Washington estava sob alerta de calor no fim de semana. As altas temperaturas devem continuar ao longo desta semana. A cabeça de cera deve ser recolocada nesta semana, informaram os meios de comunicação locais.

Temperaturas elevadas

Um terço da população dos Estados Unidos, cerca de 100 milhões de pessoas, sofre com uma das mais longas e severas ondas de calor registradas no país. No ultimo domingo, recordes de temperatura foram quebrados.

Cidades como Nova York, Baltimore, Filadélfia e a capital Washington estão todas no nível máximo na faixa de calor severo e extremo (os dois níveis mais altos numa escala de quatro do Serviço Nacional de Meteorologia), com temperaturas superiores a 35 graus Celsius e sensação térmica maior que 40 graus Celsius. A Filadélfia chegou a 36,6C, batendo em um grau o recorde de 1888. Muitas cidades estão até 6 graus acima das máximas para o início do verão.

O calor que começou há uma semana, antes do início do verão no Hemisfério Norte, afeta em alguma medida praticamente todo o território continental dos EUA. As exceções são uma pequena faixa no norte da Costa Oeste, nos estados de Washington e Oregon; Minnesota e o norte do Wisconsin.

De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia, a temperatura deve começar melhorar a partir de hoje. Porém a situação da estátua diz o contrário. Até as temperaturas abaixarem, os americanos, sobretudo na superpovoada região que vai de Nova York a Washington, seguirão com os termômetros na faixa de 35C, podendo chegar a 40C.

Entenda a onda de calor

A onda de calor é causada por um domo quente, uma enorme área de alta pressão atmosférica. A pressão elevada empurra o ar para baixo e o esquenta por compressão. A ciência já havia previsto que domos quentes se tornariam maiores e mais duradouros devido a mudanças climáticas. Nos últimos anos, as ondas de calor se tornaram mais longas, frequentes e severas. Em algumas regiões essa é a onda mais longa em décadas.

Nas regiões em que o domo quente começou a enfraquecer, a chuva voltou a cair com força. Em Iowa, 21 cidades ficaram alagadas. Em Dakota do Sul vários rios transbordaram e uma pessoa morreu. O NWS emitiu um alerta de tornados e chuvas torrenciais para o Leste do país, incluindo cidades como Nova York.

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