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EUA e Irã negociam cessar-fogo, ainda sem aprovação de Trump, diz site

De acordo com o portal Axios, dois funcionários americanos e uma fonte regional envolvida nos esforços de mediação confirmaram extensão do cessar-fogo

Donald Trump e Irã: aprovação do presidente norte-americano ainda é essencial para a continuidade de um cessar-fogo no país asiático

Donald Trump e Irã: aprovação do presidente norte-americano ainda é essencial para a continuidade de um cessar-fogo no país asiático

Paloma Lazzaro
Paloma Lazzaro

Estagiária de jornalismo

Publicado em 28 de maio de 2026 às 12h15.

Última atualização em 28 de maio de 2026 às 13h16.

Em negociação desta quinta-feira, 28, representantes dos Estados Unidos e do Irã chegaram a um acordo de extensão do cessar-fogo entre os países para mais 60 dias, de acordo com o site Axios.

Dois funcionários americanos e uma fonte regional envolvida nos esforços de mediação afirmaram ao veículo que os países também irão iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano. Até o momento, o presidente dos EUA, Donald Trump, ainda não aprovou a trégua.

Ataques continuam na região

As forças americanas e iranianas mantêm um cessar-fogo desde 8 de abril, que já foi violado várias vezes, enquanto ocorrem as negociações de um acordo de paz.

A tensão entre os países voltou a crescer nos últimos dias, após novas ações militares de Washington serem classificadas pelo Irã, que segue demonstrando ceticismo sobre as tratativas, como violações do cessar-fogo.

Nesta quinta-feira, 28, o Irã atacou uma base aérea americana no Kuwait. A operação ocorreu após uma sequência de ataques dos EUA contra o que Washington descreveu como uma operação iraniana com drones.

Trump será decisivo na continuidade do cessar-fogo

Caso o acordo de cessar-fogo de fato tenha sido aprovado entre negociadores norte-americanos e iranianos, o presidente dos EUA ainda é uma figura central para a continuidade ou suspensão do conflito.

Trump afirmou nesta quarta-feira, 27, que Teerã não conseguirá pressioná-lo a aceitar qualquer termo e voltou a ameaçar a retomada dos combates. As declarações foram feitas durante uma reunião de Gabinete convocada na Casa Branca, que elevou a expectativa em torno de uma possível definição sobre as negociações.

"Eles acharam que conseguiriam me vencer na espera, sabe? ‘Nós vamos vencê-los, eles têm as eleições de meio de mandato’. Eu não me importo com as eleições de meio de mandato" afirmou o presidente, acrescentando que um texto final só será aprovado quando atender às expectativas da Casa Branca. "Não estamos satisfeitos com isso [as propostas], mas ficaremos. Ou isso, ou teremos que terminar o trabalho."

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