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Equador ampliará reserva marinha de Galápagos, diz presidente na COP

Área de preservação ambiental marinha já é uma das maiores do mundo, com 133 mil quilômetros quadrados; ampliação adicionará local de migração de espécies em extinção

Guillermo Lasso, presidente do Equador, anuncia na COP26 que área de Galápagos será ampliada (Phil Noble/Pool/Reuters)

Guillermo Lasso, presidente do Equador, anuncia na COP26 que área de Galápagos será ampliada (Phil Noble/Pool/Reuters)

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Reuters

1 de novembro de 2021, 15h15

O Equador ampliará sua reserva marinha de Galápagos em cerca de 60.000 quilômetros quadrados e buscará um swap de dívida de conservação para financiar a obra, anunciou o presidente equatoriano, Guillermo Lasso, nesta segunda-feira em Glasgow, onde participa da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2021 (COP26).

A reserva das Ilhas Galápagos já é uma das maiores do mundo com seus 133.000 quilômetros quadrados, mas a ampliação adicionará a Placa de Cocos, que se estende em direção à Costa Rica e é uma área de alimentação e migração de espécies ameaçadas de extinção.

"Anuncio a declaração de uma nova reserva marinha em Galápagos", disse Lasso em uma coletiva de imprensa nos bastidores da COP26. "Serão nada menos de 60.000 quilômetros quadrados a serem adicionados à reserva existente."

A nova reserva será dividida em duas áreas iguais. Em uma, a pesca será totalmente proibida, e na outra só a pesca sem as chamadas linhas longas será permitida.

O Equador buscará trocar dívida por conservação, uma tentativa de criar um fundo que lhe permitirá financiar a preservação de outras áreas e investir em uma infraestrutura melhor e tecnologia para as ilhas.

Uma imensa frota de pesca chinesa que opera perto de Galápagos chamou a atenção global no ano passado devido aos temores do impacto em potencial à vida marinha nas ilhas remotas, que inspiraram a Teoria da Evolução do cientista britânico Charles Darwin.