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Cuba oferece 1º curso sobre ebola para médicos das Américas

Neste mesmo instituto foram capacitados os 256 médicos e enfermeiros cubanos, enviados aos países africanos mais afetados pelo vírus

Equipe de 165 médicos cubanos chega ao aeroporto de Freetown para ajudar no combate ao ebola (Florian Plaucheur/AFP)

Equipe de 165 médicos cubanos chega ao aeroporto de Freetown para ajudar no combate ao ebola (Florian Plaucheur/AFP)

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Da Redação

Publicado em 10 de novembro de 2014 às 14h38.

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Havana - O primeiro curso sobre ebola para profissionais da saúde de toda a América começa nesta segunda-feira em Havana, uma nova iniciativa encabeçada por Cuba no combate à epidemia mortal, noticiou a imprensa local.

"O primeiro Curso Internacional para a Prevenção e o Enfrentamento do Vírus ebola na região das Américas começa hoje (segunda-feira) no Instituto de Medicina Tropical Pedro Kourí, em Havana", reportou a agência cubana Prensa Latina.

Neste mesmo instituto foram capacitados os 256 médicos e enfermeiros cubanos, enviados aos países africanos mais afetados pelo vírus - Serra Leoa, Guiné e Libéria -, uma ação que pôs a ilha na vanguarda do combate ao temido vírus, o que rendeu a Havana elogios incomuns de Washington.

O curso se estenderá até a sexta-feira, mas a Prensa Latina não informou até agora quais são os países participantes, nem a quantidade de assistentes.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a epidemia de ebola já matou quase 5.000 pessoas de um total de cerca de 13.000 casos registrados.

Este curso é uma das "30 linhas" de ação conjunta contra o ebola, desenhadas em 30 de outubro após uma reunião técnica de dois dias, à qual assistiram autoridades sanitárias de todos os países americanos, com exceção de São Cristóvão e Nevis.

A reunião técnica foi convocada pelos chefes de Estado da Alba - bloco integrado por nove países com governos de esquerda da América Latina e do Caribe -, em uma cúpula extraordinária sobre o ebola, celebrada em 20 de outubro, na capital cubana.

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