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Conferência Islâmica condena uso da força na Líbia

OCI classificou situação no país como "uma catástrofe humana contrária aos valores do islã e da humanidade"

Reunião da Organização da Conferência Islâmica: OCI condenou força contra civis na Líbia (AFP)

Reunião da Organização da Conferência Islâmica: OCI condenou força contra civis na Líbia (AFP)

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Da Redação

Publicado em 22 de fevereiro de 2011 às 12h23.

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Jidá, Arábia Saudita - A Organização da Conferência Islâmica (OCI) condenou nesta terça-feira o "uso da força excessiva" pelas forças de segurança que reprimem a revolta popular na Líbia, iniciada uma semana atrás.

Em um comunicado publicado em Yeda, Arábia Saudita, a OCI denuncia "uma catástrofe humana contrária aos valores do islã e da humanidade", condenando "um número considerável de mortos e feridos" na Líbia, onde os manifestantes exigem a renúncia do ditador Muamar Kadhafi, no poder há quatro décadas.

O secretário-geral da OCI, Ekemeledin Ihsanoglu, manifestou sua "firme condenação do uso da força excessiva contra civis".

Ihsanoglu exortou as autoridades líbias, para que ponham fim à repressão e iniciem um "diálogo sério" com os manifestantes.

A Líbia vive desde 15 de fevereiro um amplo movimento de protesto sem precedentes contra o regime de Kadhafi.

Organizações de defesa dos direitos humanos contabilizavam até segunda-feira pelo menos 400 mortos.

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