Mundo

China se volta para políticos com família no exterior

Campanha anticorrupção do governo se volta para um grupo que acredita ser mais suscetível à corrupção


	Corrupção: uma "série de investigações" foi iniciada contra outros funcionários em Guangdong
 (Getty Images)

Corrupção: uma "série de investigações" foi iniciada contra outros funcionários em Guangdong (Getty Images)

DR

Da Redação

Publicado em 22 de maio de 2014 às 11h59.

Priorizar nos meus resultados Google

Pequim - A China afastou um político, cuja mulher e filhos emigraram, de seu posto na província sulista de Guangdong, informou a mídia estatal nesta quinta-feira, enquanto a campanha anticorrupção do governo se volta para um grupo que acredita ser mais suscetível à corrupção.

O vice-chefe do comitê partidário na cidade de Guangzhou, Fang Xuan, vai se aposentar antecipadamente, informou um comunicado, na segunda-feira, do Departamento de Organização do comitê do Partido Comunista de Guangdong, segundo a agência oficial de notícias Xinhua.

Autoridades apontaram Xuan como um político com família no exterior, uma das primeiras categorias a perder a sua posição no momento em que o governo chinês começa uma campanha de grande escala contra a corrupção, disse a Xinhua.

Segundo a agência, uma "série de investigações" foi iniciada contra outros funcionários em Guangdong.

O presidente Xi Jinping deu início no ano passado a uma ofensiva contra a corrupção generalizada, mas a medida também é vista como uma ferramenta para remover os oponentes de Xi e substituí-los por seus aliados.

Funcionários com a família no exterior não serão considerados para a promoção, informou a mídia estatal, em janeiro, já que a possibilidade de escapar para outro país os tornaria mais propensos a se envolver em atos de corrupção.

Xinhua disse que esse tipo de funcionário é um problema sério na província de Guangdong, que faz divisa com Hong Kong.

Muitos funcionários aproveitam um esquema de investimento de Hong Kong para enviar mais de 1 milhão de dólares cada, o que inclui a compra de 'residência' em nações africanas distantes, uma vez que o esquema não está disponível para residentes do continente chinês.

Acompanhe tudo sobre:ÁsiaChinaCorrupçãoEscândalosFraudes

Mais de Mundo

Senadores dos EUA acusam Trump de interferir na eleição do Brasil e citam encontro com Flávio

Sucessão na ONU: candidatos vão à nova sondagem, mas jogo do veto começa em outubro

EUA cancelam vistos de autoridades e juízes da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru

Como estão as negociações entre EUA e Irã após Trump rejeitar proposta de Teerã?