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Chanceler de Israel sobe o tom e afirma que Israel irá atacar o Irã diretamente se atacado

A ameaça faz parte de uma escalada nas tensões entre os dois países após um bombardeio aéreo atribuído a Israel atingir a Embaixada do Irã na Síria no dia 1º de abril

Líder supremo do Irã, Ali Khamenei (Official Khamenei website/Reuters)

Líder supremo do Irã, Ali Khamenei (Official Khamenei website/Reuters)

Estadão Conteúdo
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Agência de notícias

Publicado em 10 de abril de 2024 às 12h07.

Última atualização em 10 de abril de 2024 às 12h33.

O chanceler de Israel, Israel Katz, afirmou nesta quarta-feira, 10, na rede social X (antigo Twitter) que se o Irã atacar diretamente o território israelense, Tel-Aviv iria responder com um ataque ao território iraniano.

A ameaça, feita em um post em hebraico e em farsi, faz parte de uma escalada nas tensões entre os dois países após um bombardeio aéreo atribuído a Israel atingir a Embaixada do Irã na Síria no dia 1º de abril. O ataque deixou sete mortos, incluindo um comandante sênior da Guarda Revolucionária do Irã.

O governo iraniano afirmou repetidas vezes desde então que iria vingar o ataque em sua embaixada. Oficiais americanos e israelenses estão em alerta. Teerã chegou a afirmar nos últimos dias que poderia atacar uma embaixada israelense.

Em um discurso nesta quarta-feira durante uma celebração do Eid al-Fitr, o feriado que encerra o mês sagrado do ramadã, o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, ressaltou que quando o suposto ataque israelense atingiu uma embaixada iraniana, o território do país persa foi atacado.

"O regime maligno cometeu um erro e deveria ser punido e será punido", acrescentou, segundo a IRNA, a agência de notícias estatal do Irã.

Israel não assumiu publicamente a responsabilidade pelo ataque em Damasco, mas várias autoridades israelenses confirmaram o seu envolvimento ao The New York Times. Os analistas alertaram que, embora ambos os lados queiram provavelmente evitar uma guerra aberta, qualquer erro de cálculo poderá levar a uma escalada regional mais ampla.

Israel tem enfrentado o grupo terrorista Hamas, que é apoiado pelo Irã, na guerra que completou seis meses no domingo, 7. Tel-Aviv também troca escaramuças com a milícia radical xiita Hezbollah no norte de Israel. O grupo também tem uma relação próxima com Teerã.

Nos últimos anos Israel tem atacado infraestrutura iraniana na Síria para reduzir a capacidade do Irã de transportar armamentos por terra e ar para mais perto das fronteiras israelenses.

Biden critica Netanyahu

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou que a maneira que o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, está conduzindo a guerra era errada e pediu para que Israel concorde com um cessar-fogo.

"O que ele está fazendo é um erro. Não concordo com a abordagem dele", disse Biden à emissora Univision. O democrata também afirmou que Israel deve permitir a entrada de mais ajuda humanitária no enclave palestino.

A guerra começou no dia 7 de outubro do ano passado, quando terroristas do Hamas invadiram o território israelense, mataram 1,2 mil pessoas e sequestraram 240.

Israel respondeu com uma ofensiva na Faixa de Gaza, que conta com bombardeios aéreos e invasão terrestre. Segundo o ministério da Saúde de Gaza, que é controlado pelo Hamas, 33 mil palestinos morreram no enclave desde o início da guerra.

*Com agências internacionais

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