Catedral de Notre Dame vai recuperar o resplendor da Idade Média

Reconstrução da igreja, incendiada em 2019, deverá ser finalizada até 2024, quando a França vai sediar as Olimpíadas
Catedral de Notre Dame, em Paris, será restaurada de acordo com as suas características originais (AFP/Agence France-Presse)
Catedral de Notre Dame, em Paris, será restaurada de acordo com as suas características originais (AFP/Agence France-Presse)
Por Carla AranhaPublicado em 10/07/2020 13:51 | Última atualização em 10/07/2020 13:51Tempo de Leitura: 2 min de leitura

Depois de mais de um ano de debates e discussões, o presidente da França, Emmanuel Macron, aprovou a reconstrução da catedral de Notre Dame no estilo gótico, da Idade Média, tal como ela era antes do incêndio do ano passado. O anúncio foi feito nesta quinta-feira, 9.

Nos meses que se seguiram ao incêndio, Macron afirmou que não descartava as partes da catedral destruídas pelo fogo ganhassem linhas modernas. O assunto foi debatido com a população francesa. As enquentes apontaram que os franceses preferiam que a catedral, a terceira maior do mundo, recuperasse sua arquitetura original, do século 13.

Arquitetos, membros do governo e até as forças armadas se envolveram nas discussões. Nesta quinta-feira, 9, Macron anunciou que a arquitetura gótica, que caracteriza a construção, será mantida.

A intenção é que a catedral, que recebia 13 milhões de visitantes por ano, seja reaberta até 2024, quando a França vai sediar os jogos olímpicos. As obras devem começar em janeiro do ano que vem.

A igreja, considerada um dos maiores tesouros da arquitetura mundial, foi envolta em chamas no dia 15 de abril de 2019. O fogo começou pelo teto, uma estrutura com 1.300 vigas de madeira, muitas delas centenárias. Uma camada de chumbo, um metal tóxico e inflamável, foi colocada no local no século 19 para proteger a madeira. O material derreteu. A torre e a cúpula da catedral desmoronaram e o telhado foi danificado.

Dificuldades em estabilizar a estrutura da construção e a crise do coronavírus, que paralisou os trabalhos, atrasaram o início do processo de reconstrução. Apenas em junho começaram a ser retiradas as pilhas de destroços de metal e outros materiais que derreteram durante o incêndio. Agora, as obras devem seguir a todo o vapor.