Mundo

Câmara baixa do Arizona aprova revogação de lei do século XIX que veta aborto em todos os casos

Texto havia sido restabelecido pela Suprema Corte no início deste mês e permite procedimento apenas quando 'necessário para salvar a vida de uma mulher grávida'; medida segue para o Senado estadual

Manifestantes protestam contra decisão da Suprema Corte americana que derrubou direito constitucional ao aborto (Alex Wong/Getty Images)

Manifestantes protestam contra decisão da Suprema Corte americana que derrubou direito constitucional ao aborto (Alex Wong/Getty Images)

AFP
AFP

Agência de notícias

Publicado em 24 de abril de 2024 às 17h42.

Última atualização em 24 de abril de 2024 às 17h44.

Tudo sobreEstados Unidos (EUA)
Saiba mais

Em uma votação acirrada, a Câmara baixa do Arizona aprovou nesta quarta-feira a revogação de uma lei do século XIX que proíbe a realização do aborto em quase todos os casos, exceto quando "necessário para salvar a vida de uma mulher grávida".

O texto havia sido restabelecido pela Suprema Corte do estado no início do mês, sob o guarda-chuva da queda da decisão Roe contra Wade em 2022. O texto segue agora para o Senado estadual, onde os republicanos têm maioria estreita.

A aprovação venceu por 32 a 29 votos, o que foi possível graças a três deputados republicanos, que decidiram apoiar os democratas na iniciativa. Nos últimos dias, duas tentativas para revogar a lei fracassaram. A governadora Katie Hobbs, democrata e defensora declarada do direito ao aborto, vem pedindo aos legisladores que revogassem a lei de 1864 e espera-se que ela sancione a medida caso chegue à sua mesa.

— As pessoas do Arizona estão nos esperando para fazer isso acontecer — afirmou a deputada democrata Stephanie Stahl Hamilton, responsável pelo projeto de lei.

Muitos eleitores denunciaram a proibição — que não prevê exceções para casos de estupro — como uma intrusão draconiana nos direitos das mulheres. E alguns republicanos, incluindo o ex-presidente Donald Trump, afirmaram que queriam a eliminação rápida da medida pelo Legislativo para tentar evitar uma possível reação no ano eleitoral. O restabelecimento da lei inclusive, criou uma fenda dentro do partido, que explodiu nesta quarta durante a sessão na câmara.

Na tribuna, os legisladores republicanos fizeram discursos com descrições gráficas dos abortos, equiparando o procedimento à escravidão e ao assassinato.

— Estamos dispostos a matar bebês para ganhar uma eleição — argumentou o deputado republicano Alexander Kolodin.

Acompanhe tudo sobre:AbortoEstados Unidos (EUA)

Mais de Mundo

Bandeira invertida coloca Suprema Corte dos EUA em apuros

Primeiro-ministro eslovaco passa por nova cirurgia e segue em estado grave

Vaticano alerta contra episódios imaginários relacionados a milagres e aparições

Governo Biden quer reclassificar maconha como droga de menor risco

Mais na Exame