Mundo

Berlim suspeita que EUA espionaram celular de Merkel

A Casa Branca emitiu nota informando que, no telefonema, Obama assegurou a Merkel que as comunicações dela não são monitoradas pelos EUA


	Chanceler alemã, Angela Merkel: "Ela [Merkel] vê tais práticas, caso os indícios se confirmem, como totalmente inaceitáveis", declarou porta-voz da chanceler
 (Fabrizio Bensch/Reuters)

Chanceler alemã, Angela Merkel: "Ela [Merkel] vê tais práticas, caso os indícios se confirmem, como totalmente inaceitáveis", declarou porta-voz da chanceler (Fabrizio Bensch/Reuters)

DR

Da Redação

Publicado em 23 de outubro de 2013 às 15h39.

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, telefonou hoje para o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, depois de receber informações segundo as quais os serviços norte-americanos de espionagem poderiam ter monitorado seu telefone celular.

Momentos depois de o porta-voz de Merkel, Steffen Seibert, ter revelado a suspeita, a Casa Branca emitiu nota informando que, no telefonema, Obama assegurou a Merkel que as comunicações dela não são monitoradas pelos EUA.

"Ela vê tais práticas, caso os indícios se confirmem, como totalmente inaceitáveis", declarou Seibert antes de pedir que as autoridades norte-americanas esclareçam detalhadamente a extensão de suas atividades de espionagem na Alemanha.

Seibert explicou que o governo alemão "recebeu informações de que o telefone celular da chanceler poderia ter sido monitorado pela espionagem norte-americana".

O porta-voz não entrou em detalhes, mas a revista alemã Der Spiegel, que tem publicado material baseado nos vazamentos do ex-agente norte-americano Edward Snowden, noticiou que a resposta de Merkel baseou-se em suas investigações do caso.

Fonte: Associated Press.

Acompanhe tudo sobre:PersonalidadesPolíticosPaíses ricosEstados Unidos (EUA)Angela MerkelDiplomaciaEspionagem

Mais de Mundo

China defende cooperação com EUA e critica concorrência desleal

Guerra no Oriente Médio chega ao 28º dia com pressão da ONU e escalada militar

Irã cogita cobrar pedágio de navios por passagem por Ormuz

China ultrapassa EUA como maior parceiro comercial de São Paulo