BCE pede medidas à Espanha para evitar contágio da Irlanda

Diretor espanhol do órgão defendeu que país controle despesas para não sofrer com crise

Madri - O membro espanhol do Comitê Executivo do Banco Central Europeu (BCE), José Manuel González-Páramo, pediu nesta sexta-feira à Espanha que adote novas medidas para recuperar a confiança dos mercados e evitar "qualquer possibilidade de contágio" dos problemas que países como a República da Irlanda enfrentam.

José Manuel, que participou de jornadas sobre as novas normas de solvências conhecidas como "Basileia III" em Madri, precisou que a Espanha deve tomar medidas "com implicações em despesas de previdência, saúde e nas relações entre Governo central e regionais".

Para este objetivo também contribuiria, acrescentou, um "maior dinamismo do mercado de trabalho".

Segundo sua opinião, estas linhas de atuação aumentarão as possibilidades de convencer os investidores de que as capacidades de crescer da economia espanhola são razoáveis.

José Manuel deixou claro que "qualquer reforço da política econômica que aumente a credibilidade de um país e reforce as expectativas de um crescimento futuro mais dinâmico e da sustentabilidade da dívida" contribuirá para afiançar a situação da Espanha.

Sobre o possível resgate financeiro à Repúblia da Irlanda, se limitou a lembrar que as autoridades do país admitiram a necessidade de ajuda externa e a insistir em que nesse país há equipes da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) para analisar as necessidades de reestruturação, em particular do setor bancário.

Perguntado por se a ajuda à República da Irlanda contribuiria para limitar as tensões nos mercados ou simplesmente as transferiria para outros países como Portugal ou Espanha, lembrou que em maio se criaram mecanismos para garantir a estabilidade financeira na área do euro, um objetivo que se mantém.

"O resto está nas mãos das autoridades nacionais", mediante o fortalecimento de sua política econômica, disse.

Durante seu discurso, José Manuel assegurou que os países da UE menos vulneráveis, entre os quais citou Alemanha, Áustria e Finlândia, são os menos expostos ao financiamento dos mercados internacionais e os que acometem escrupulosamente as reformas que necessitam "quando dizem que vão fazê-lo".

"Quando um país tem que estar sempre adotando novas medidas para mostrar solidez", provavelmente a posição de partida era ruim ou, "se era boa, perdeu credibilidade", explicou.

Na sua opinião, para recuperá-la é preciso reduzir a exposição ao investidor internacional e analisar o que se pode fazer para que a política econômica seja mais crível.

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 3,90/mês
  • R$ 9,90 após o terceiro mês.

  • Acesse quando e onde quiser.

  • Acesso ilimitado ao EXAME Invest, macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo e tecnologia.
Assine

exame digital anual

R$ 99,00/ano
  • R$ 99,00 à vista ou em até 12 vezes. (R$ 8,25 ao mês)

  • Acesse quando e onde quiser.

  • Acesso ilimitado ao EXAME Invest, macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo e tecnologia.
Assine

Já é assinante? Entre aqui.