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Arábia Saudita designa 1ª mulher como presidente da Bolsa

Economista, Sara al Suhaimi é a primeira mulher à frente desta instituição desde sua criação em 2007

Bolsa: escolha aconteceu depois que o Conselho de Ministros ordenou a renovação do conselho de administração da entidade (Reuters/Faisal Al Nasser)

Bolsa: escolha aconteceu depois que o Conselho de Ministros ordenou a renovação do conselho de administração da entidade (Reuters/Faisal Al Nasser)

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EFE

Publicado em 17 de fevereiro de 2017 às 12h06.

Última atualização em 17 de fevereiro de 2017 às 12h07.

Riad - O Conselho de Administração da Bolsa de Valores da Arábia Saudita designou a economista Sara al Suhaimi à frente desta instituição, tornando-se assim a primeira mulher a dirigi-la desde sua criação em 2007.

Segundo informa a página oficial da Bolsa, a escolha de Al Suhaimi aconteceu depois que o Conselho de Ministros ordenou a renovação do conselho de administração da entidade, que se reuniu ontem em Riad e que terá uma vigência de três anos.

A Bolsa saudita "Tadaul" (em árabe) é uma instituição governamental com sede na capital Riad, que goza de independência econômica e administrativa e que depende diretamente do presidente do Conselho de Ministros.

Como vice-presidente da Bolsa foi nomeado Abdel-Rahman al Mufadi.

Al Suhaimi, cujo pai já ocupou anteriormente o mesmo cargo, formou-se em contabilidade pela Universidade Rei Saud e completou seus estudos em Administração Pública na universidade americana de Harvard.

Até agora, Al Suhaimi era diretora-executiva da companhia de investimento saudita NCB capital, subsidiária do Banco Nacional de Comércio (NCB, por sua sigla em inglês).

Nos últimos anos, o reino árabe tomou alguns passos a favor dos direitos da mulher, entre eles a designação de 30 mulheres no Conselho Consultivo ("shura" em árabe) em 2013.

Além disso, em dezembro de 2015, as mulheres tiveram direito ao voto e puderam concorrer nas eleições municipais pela primeira vez na história do país.

Apesar dos avanços no reino ultraconservador, os xeques costumam se opor a qualquer iniciativa que dê mais liberdade à mulher e várias ONG denunciam a restrição de direitos das mulheres, que não podem dirigir ou viajar sem a companhia de homens.

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