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‘Chama o VAR': a estratégia da Loft para evitar corretagem fora da plataforma

Startup realizou uma amostra pequena e constatou prejuízo com 'bypass' no valor de cerca de 2 milhões de reais

Loft: "a maioria dos nossos clientes e corretores age de forma correta. A má fé de alguns não pode prejudicar o funcionamento do mercado como um todo" (Germano Lüders/Exame)

Loft: "a maioria dos nossos clientes e corretores age de forma correta. A má fé de alguns não pode prejudicar o funcionamento do mercado como um todo" (Germano Lüders/Exame)

Karla Mamona
Karla Mamona

26 de novembro de 2022, 08h11

A startup Loft anunciou que lançou um sistema de monitoramento para evitar que clientes ou corretores que começaram a negociação do imóvel em marketplace saiam da plataforma para não pagarem a devida corretagem pela transação, prática desleal no mercado imobiliário conhecida como ‘bypass’.

O sistema de monitoramento é parecido com que o VAR (Video Assistant Referee) faz para as partidas de futebol. Uma das medidas adotadas é a análise do desempenho de corretores parceiros. Aqueles que tiverem um índice muito destoante dos demais serão primeiramente comunicados (já há 42 corretores incluídos nesse grupo de atenção). Se a prática continuar, no limite, eles não poderão mais trabalhar com a Loft.

Em outra frente, a startup está fazendo um pente-fino em transações suspeitas, que consiste em detectar imóveis que foram anunciados na plataforma, receberam grande volume de visitas de compradores interessados, mas a negociação final foi fechada fora do marketplace da Loft.

Para se certificar de que houve 'bypass', a startup cruzará essas informações com a matrícula dos imóveis (documento público que traz dados sobre as transações), para verificar se vendedores, compradores ou corretores foram conectados originalmente por meio da plataforma.

Em 6% da amostra analisada já foi constatado 'bypass'. Segundo a Loft, ações judiciais estão sendo estudadas para pedir o pagamento da corretagem devida. A partir dessa análise, a empresa estima que deixou de receber R$ 2,1 milhões em corretagem no período analisado.

"A maioria dos nossos clientes e corretores age de forma correta. A má fé de alguns não pode prejudicar o funcionamento do mercado como um todo", afirma o vice-presidente de estratégia e precificação da Loft, Talles Dantas. "Além do monitoramento ostensivo, também atuaremos na conscientização dos envolvidos, prevenindo que esse tipo de comportamento aconteça."

A empresa informou ainda que criando um manual de regras e boas práticas para imobiliárias e corretores parceiros, além de revisar sua política de parceria com os corretores.

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