O segredo de Dener Lippert, da V4, para alavancar vendas no digital

Em entrevista exclusiva à EXAME, o fundador e CEO da V4 Company contou como desenvolveu uma “metodologia irrefutável” para fazer empresas crescerem. Confira
 (Matheus Lins/ Trintadezessete/Reprodução)
(Matheus Lins/ Trintadezessete/Reprodução)
Por Isabel RochaPublicado em 22/12/2021 10:46 | Última atualização em 19/01/2022 11:38Tempo de Leitura: 6 min de leitura

Se você se interessa por marketing e vendas digitais, é bastante provável que já tenha ouvido falar na V4 Company. Trata-se de uma assessoria de marketing totalmente focada na implementação de processos de venda pela internet, que registrou um crescimento de 400% entre 2019 e 2021 – e deve fechar o ano com um faturamento de mais de R$ 100 milhões.

Por trás desse case de sucesso, está o empresário Dener Lippert, fundador e CEO da empresa que, desde muito cedo, entendeu a importância das vendas para o sucesso de um bom plano de marketing. Aliás, é dessa obsessão por vendas e resultados que surgiram os “quatro Vs” que dão nome à companhia: Vender o seu produto, Vender mais vezes, Vender para mais pessoas e Vender pelo maior valor.

Para atingir essa meta, Lippert desenvolveu uma metodologia própria, baseada em quatro pilares que ele considera essenciais para o sucesso de um negócio: tráfego, engajamento, conversão e retenção. “Qualquer negócio que queira crescer vai precisar trabalhar nestes quatro aspectos. Se ele não estiver crescendo, é porque um deles não está funcionando bem”, afirma o empresário.

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Em entrevista exclusiva à EXAME, ele explicou como foi o processo de desenvolvimento dessa metodologia, compartilhou cases marcantes para a trajetória da empresa e revelou o que um profissional precisa ter para se tornar um assessor de marketing de sucesso. Confira abaixo.

No site da V4, vocês contam que a principal característica da companhia é “uma maneira de atuar diferente das velhas práticas de mercado”. Que velhas práticas são essas e de que maneiras o serviço oferecido pela empresa se diferencia delas?

As velhas práticas têm a ver com o mercado de publicidade ser muito focado em arte. O publicitário clássico pega o dinheiro do cliente e “torra” em comerciais para ganhar prêmio, ganhar Cannes, no lugar de fazer o cliente vender. O que nós fazemos na V4 não é arte, mas sim uma ciência que está totalmente alinhada com os objetivos de crescimento do negócio [do cliente], independentemente de aspectos estéticos ou premiações que, no final do dia, não geram nenhum valor em termos de vendas e growth.

Pelo que pude entender, o método V4 é baseado em quatro pilares principais: tráfego, engajamento, conversão e retenção. Como chegaram a estes quatro elementos e de que forma cada um deles pode contribuir com uma estratégia de marketing bem sucedida?

Nos primeiros anos da V4, o objetivo era desenvolver um método, encontrar algo em comum entre as empresas que tinham sucesso comercial. Durante o período em que estávamos encubados dentro de uma universidade, a gente foi pesquisando e testando nossos clientes cientificamente mesmo: análise dedutiva, teste... Esse modelo [tráfego, engajamento, conversão e retenção] é a única forma de uma empresa crescer e isso é irrefutável. Qualquer negócio que queira crescer vai precisar trabalhar nestes quatro aspectos. Se ele não estiver crescendo é porque um deles não está funcionando bem.

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Há diversos nomes de peso no portfólio de clientes da V4. Há algum case que tenha te marcado mais? Se sim, poderia compartilhar os detalhes com os leitores da EXAME?

O primeiro grande case que nós tivemos foi o do Spotify. A história foi bem curiosa: nós tínhamos feito um projeto muito pequeno, para uma academia no interior do Rio Grande do Sul, que acabou virando um grande case – o que nos levou a atender outras academias no Brasil. Com isso, fomos atender o maior software de gestão de academias do Brasil, em São Paulo. Paralelamente a isso, a empresa que tinha a conta do Spotify no Brasil tinha acabado de pegar a conta Latam e precisava de braço para operar.

Alguém que trabalhava nessa outra empresa indicou a V4, eles nos procuraram e fecharam com a gente. Tocamos juntos o primeiro quarter do período em que eles estavam com esse projeto em seis países da América Latina. Foi emblemático porque nos mostrou como as pequenas oportunidades podem se transformar em grandes oportunidades. E também que os grandes clientes não são tão complexos como a gente imagina – porque, no fim das contas, o que a gente fez com o Spotify não era muito diferente do que a gente já fazia com pequenas empresas.

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O assessor de marketing digital é uma peça fundamental do modelo de negócio da V4, mas muitas pessoas ainda têm dúvidas com relação ao escopo desse profissional. Afinal, o que faz esse um assessor de marketing?

O assessor de marketing digital tem como objetivo pegar os recursos do cliente e transformar esse orçamento em mais dinheiro. Ele encontra oportunidades de alocar esse capital na máquina de crescimento da empresa, adquirindo mais clientes, melhorando as tecnologias de relacionamento com o cliente, engajamento, conversão e retenção, para que essa empresa gere mais resultados. Ou seja, usa o método [de tráfego, engajamento, conversão e retenção] para entregar um upside maior do que o cliente teria ao alocar esse recurso em outros lugares.

Imagine que o cliente tem 100 mil reais, que gerariam 10 mil de rentabilidade se ele aplicasse no mercado. O papel do assessor de marketing é fazer com que, no lugar de 10%, esses 100 mil reais gerem 300 mil para o cliente no curto prazo, aplicando na própria empresa dele.

E quais características você considera que um profissional que deseja trabalhar como assessor de marketing precisa ter?

O assessor de marketing digital de sucesso é um cara bom com pessoas, bom de atendimento e, ao mesmo tempo, analítico. É um profissional que, além de conseguir analisar bem as coisas, consegue colocar essas coisas para funcionar. Tem boa capacidade de fazer conexões, é racional, executa fortemente, gosta de fazer acontecer e, em paralelo a tudo isso, gosta de atender e de se relacionar com as pessoas. Porque essa confiança que ele estabelece é determinante para que ele consiga reter o cliente.

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