Corinthians fecha com a Hypera Pharma por naming rights de seu estádio

Estádio do clube paulista agora passa a se chamar Neo Química Arena; detalhes sobre o contrato devem ser revelados ao longo desta semana

A Hypera Pharma, através de sua marca Neo Química, dará nome ao estádio do Corinthians. Em evento realizado na madrugada sexta-feira (1), aniversário de 110 anos do clube, o Corinthians anunciou o acordo com a empresa farmacêutica pelos naming rights do estádio que passa a se chamar Neo Química Arena.

Detalhes sobre o acordo, como valores e tempo de contrato, foram revelados no dia seguinte ao anúncio. A Hypera Pharma será dona dos naming rights da Arena pelo período de 20 anos e pagará 300 milhões de reais ao clube, em 20 parcelas anuais corrigidas pelo IGP-M. O dinheiro será destinado integralmente para sanar a dívida da construção do estádio com a Caixa Econômica Federal.

Antiga Hypermarcas, a companhia foi fundada em 2001 por João Alves de Queiroz Filho. A Hypera Pharma é atualmente uma das maiores empresas farmacêuticas do Brasil, dona de marcas como Biotônico Fountoura, Doralgina, Epocler, Marthiolate, Neosoro, Polaramine, entre outras. Listada na B3, tem valor de mercado superior a 20 bilhões de reais.

Vale destacar que a Hypermarcas já foi parceira do Corinthians em um acordo firmado ainda no começo de 2010. Na ocasião, a companhia estampou a própria marca Neo Química Genéricos no espaço máster da camisa corintiana durante as duas temporadas seguintes.

Horas antes do anúncio oficial, uma foto da Arena Corinthians acabou entregando que a Hypera seria a misteriosa parceira corintiana. Na imagem, a arquibancada do estádio aparece iluminada com o nome da Neo Química, que pertence à Hypera Pharma.

O acordo para o naming rights era um desejo antigo do Corinthians. A ideia era de que o nome da casa corintiana fosse comercializado ainda durante a fase de construção do estádio, iniciada em maio de 2011. Isso não aconteceu e a Arena foi inaugurada em 2014 para ser palco da abertura da Copa do Mundo do Brasil.

A parceria vai ajudar o Corinthians a pagar a dívida do estádio com seus credores, principalmente com a Caixa Econômica Federal. O clube paulista alega dever cerca de 487 milhões de reais para o banco, que argumenta que a dívida gira em torno de 536 milhões de reais. Há ainda uma discussão em relação a uma possível dívida a Odebrecht, construtora do estádio.

A notícia do fim da novela corintiana foi dada há algumas semanas pelo ex-jogador Neto, que atualmente apresenta um programa esportivo na emissora de televisão Rede Bandeirantes. Desde então, o nome de diversas empresas foi especulado nas redes. Alguns exemplos foram Magazine Luiza, Amazon e Emirates.

estadio-corinthians-itaquera Estádio do Corinthians, localizado no bairro de Itaquera, em São Paulo, agora se chama Neo Química Arena

Estádio do Corinthians, localizado no bairro de Itaquera, em São Paulo, agora se chama Neo Química Arena (Corinthians/Divulgação)

Este tipo de negócio ainda é raro no Brasil. Existem poucos exemplos no futebol. Em 2013, o Palmeiras fechou com a seguradora Allianz um acordo de 300 milhões de reais para que a empresa dê nome ao estádio palmeirense, chamado de Allianz Parque, durante 20 anos. Em 2017, o Atlético Mineiro anunciou que seu estádio se chamaria Arena MRV, em um acordo com a construtora no valor de 60 milhões de reais por 10 anos.

Durante a cerimônia, Andrés Sanchez, presidente do Corinthians, afirmou que o acordo “vai mudar a estrutura do futebol” e que dará “outro boom de dinheiro novo aos clubes de futebol”.

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