Marketing

Copa do Mundo 2026: audiência se espalha entre TV, streaming e redes sociais

Levantamento da Comscore mostra 5,4 bilhões de visualizações e 686 milhões de interações nas redes sociais durante a fase de grupos

Consumo mulltiplataforma na Copa do Mundo: fragmentação dos direitos de transmissão ampliou as formas de consumo do esporte (Shutterstock)

Consumo mulltiplataforma na Copa do Mundo: fragmentação dos direitos de transmissão ampliou as formas de consumo do esporte (Shutterstock)

Soraia Alves
Soraia Alves

Repórter de Marketing

Publicado em 8 de julho de 2026 às 16h16.

Última atualização em 9 de julho de 2026 às 11h05.

A Copa do Mundo de 2026 tem reforçado uma mudança já observada nos últimos anos quando o assunto é grandes eventos esportivos: assistir aos jogos deixou de ser a única forma de acompanhar o torneio.

Segundo um levantamento realizado pela Comscore, empresa norte-americana de análise de dados, apenas durante a fase de grupos, a competição acumulou 5,4 bilhões de visualizações em vídeos nas redes sociais.

O monitoramento considerou conteúdos publicados com termos relacionados ao Mundial no Instagram, Facebook, X, TikTok e YouTube, entre os dias 11 de junho e 4 de julho.

No mesmo período, o número de interações nas redes sociais bateu 686 milhões, somando curtidas, comentários, compartilhamentos e outras formas de engajamento.

Além dos 90 minutos

Para Ingrid Veronesi, country manager da Comscore, a fragmentação dos direitos de transmissão ampliou as formas de consumo do esporte.

“A fragmentação dos direitos de transmissão ampliou as formas de consumo do esporte. Agora, em vez de concentrar a audiência em um único ambiente, o público passou a transitar entre TV, streaming, redes sociais e criadores de conteúdo ao longo da competição", diz a executiva.

Circular por essas plataformas também indica que a jornada do torcedor passou a se estender muito além da transmissão ao vivo. Consumir reações, cortes, memes, análises táticas e conteúdos produzidos por veículos de mídia e influenciadores agora é parte da experiência futebolística.

“Para marcas, emissoras, publishers e detentores de direitos, esse movimento amplia as possibilidades de distribuição e monetização. Além disso, reforça que o valor de um grande evento esportivo passa a ser construído pela combinação entre transmissão, conteúdo e conversas que acompanham a jornada do torcedor”, avalia Ingrid Veronesi.

Disputa por atenção

Quem já entendeu muito bem esse novo modelo de consumo, segundo a Comscore, é a CazéTV. De acordo com o levantamento, o canal acumulou 2,8 bilhões de visualizações no YouTube, publicou mais de 2,2 mil vídeos durante o período analisado e ampliou sua base de inscritos em 37%, chegando a mais de 38 milhões de seguidores.

O canal também registrou 481 mil comentários, evidenciando um elevado nível de participação da audiência.

As partidas com maior audiência na plataforma foram Brasil x Japão (172 milhões de visualizações), Costa do Marfim x Noruega (119 milhões) e Espanha x Áustria (119 milhões).

No ranking de engajamento nas redes sociais, a CazéTV liderou entre os publishers brasileiros, com 153 milhões de interações, seguida por TNT Sports (101 milhões), TV Globo (33 milhões), ge (32 milhões) e ESPN Brasil (29 milhões).

Acompanhe tudo sobre:Copa do MundoRedes sociaisStreaming

Mais de Marketing

Johnnie Walker fecha campanha da Copa destacando a história de Cabo Verde

Com referências a Charlie Brown Jr., 99Food anuncia chegada a Santos

Exclusivo: Coca-Cola revela balanço da Copa 2026 e inicia ciclo para o Mundial Feminino

As marcas mais relevantes entenderam algo que o mercado esqueceu