Reuniões improdutivas: a ausência de foco e direcionamento estratégico compromete a eficiência das decisões. (Pexels)
Colunista
Publicado em 14 de outubro de 2026 às 16h30.
O cérebro é um ente independente, inquieto e irresponsavelmente surpreendente. Muitos cérebros juntos, sem propósito e direcionadores claros, tornam-se desconexos e despreparados, fazendo com que seus objetivos se tornem exponencialmente vazios. É isso que ocorre em muitas reuniões.
O cérebro precisa disciplina e exercício. Não há nada mais entediante que saber que a próxima reunião será para decidir o que será discutido na reunião seguinte. Direcionadores estratégicos e financeiros são pilares para conduzir uma agenda. Para onde vamos se nem sabemos onde queremos chegar e, talvez, nem mesmo onde estamos? Pior ainda é uma reunião começar com uma agenda estratégica e terminar com uma discussão de quantas cadeiras devemos ter na sala de reuniões.
O cérebro provoca essa desordem de propósitos e direcionadores porque ele não se contenta em focar; precisa inovar e se mostrar único, exclusivo e, ao mesmo tempo, superior às demais massas cinzentas na mesma sala. Isso não é ruim, pelo contrário é fantástico. Entretanto, ele precisa de disciplina. Senão teremos não uma reunião, mas sim uma réplica do parlamento nacional, onde todos falam com todos e com ninguém ao mesmo tempo. O parlamentar que se pronuncia no púlpito acaba se manifestando para o eco como se estivesse falando em uma sala vazia. Muitas vezes, nem esse membro está ouvindo a si mesmo.
O cérebro é uma caixa cinzenta e imprevisível. Não passa recibos confiáveis. Registre as suas posições de forma clara e concisa. Certamente ninguém poderá dizer que você está com Alzheimer quando o tema retornar em uma nova reunião estratégica.