Selic a 13,75%: como aproveitar a alta da taxa de juros para lucrar com a renda fixa?
Novo aumento anunciado pelo BC ajuda a impulsionar a atratividade dos investimentos de renda fixa; saiba como identificar as melhores oportunidades
Jornalista
Publicado em 4 de agosto de 2022 às 09h41.
Última atualização em 1 de julho de 2024 às 15h06.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou, nesta quarta-feira, 3 de agosto, a Selic em0,50ponto percentual. Com isso, a taxa básica de juro do país passou de 13,25% para 13,75%ao ano.
Este é o décimo segundo aumento consecutivo anunciado pelo Copom desde março do ano passado (quando o atual ciclo altista da Selic teve início) e representa mais uma tentativa do Banco Central para frear a escalada da inflação, que já cumula alta de 5,49% em 2022 e de 11,89% nos últimos 12 meses.
Para além de uma reação à pressão inflacionária observada nos últimos tempos, a alta da Selic também representa uma excelente oportunidade para investidores em busca de rentabilidades atrativas e que não querem encarar a volatilidade do mercado de renda variável.Isso porque, além de influenciar os juros cobrados em empréstimos e financiamentos, as variações da Selic também impactam diretamente na rentabilidade de aplicações financeiras atreladas a ela (caso dos títulos do Tesouro, por exemplo) ou que usam o Certificado de Depósitos Interbancários (CDI) como referência, como CDBs e fundos dessa categoria.
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Não à toa, de acordo com dados divulgados recentemente pela Anbima, as captações em renda fixa cresceram 25% no primeiro semestre deste ano, ante uma queda de 75% nas emissões de renda variável.
Quais são as melhores aplicações para aproveitar a alta da Selic?
Ainda que o ciclo de alta dos juros volte a chamar a atenção dos investidores para o mercado da renda fixa, é preciso ter em mente que há diferentes aplicações disponíveis nesta categoria (da poupança aos fundos de investimento, passando por CDBs, LCIs, LCAs, CRIs, CRAs, Debêntures e Tesouro Direto) – e que cada uma delas possui condições de liquidez, volatilidade, risco e rendimento diferentes. É possível, por exemplo, encontrar títulos prefixados ou pós-fixados, de crédito público ou privado e atrelados ou não à inflação, dentre outras variáveis.
Nesse cenário, é essencial que os investidores conheçam as particularidades de cada produto da renda fixa para que consigam encontrar as melhores aplicações – tanto para aproveitar o momento atual, como para construir uma carteira com alto potencial de rendimento no longo prazo (independentemente de a taxa de juros entrar ou não em um movimento de queda futuramente).
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Mas, afinal, qual é a relação entre inflação e Selic?
Com o aumento dos juros e encarecimento do crédito, a tendência é de que o consumo desacelere e, consequentemente, os preços comecem a baixar. Do mesmo modo, a diminuição da Selic é uma forma de impulsionar o consumo quando a economia está enfraquecida (foi isso que aconteceu, por exemplo, durante o período mais crítico da pandemia, quando a taxa atingiu o piso histórico de 2% ao ano).
Por isso, a taxa básica de juro é o principal instrumento de política monetária utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação. Entenda melhor no gráfico abaixo: