Descontrole financeiro é maior causa do superendividamento

Consumidores com renda entre 8 mil reais e mais de 15 mil reais correspondem a 6% dos superendividados, de acordo com dados do Procon-SP
 (Marcelo Spatafora/EXAME.com)
(Marcelo Spatafora/EXAME.com)
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Marília AlmeidaPublicado em 24/11/2014 às 13:39.

São Paulo - O descontrole financeiro (42%), desemprego (22%), redução de renda (14%) e doença pessoal ou de familiar (12%) são os principais motivos que levam ao superendividamento. 

Essa é a conclusão de levantamento feito entre outubro de 2012 e agosto desse ano com 658 consumidores atendidos pelo Programa de Apoio ao Superendividado (PAS) do Procon-SP

O consumidor é considerado superendividado quando sua quantidade de dívidas é maior do que a sua renda mensal, mesmo que o seu nome não esteja sujo

Isso faz com que o devedor não consiga garantir o pagamento de contas básicas, como água, luz, alimentação, saúde, educação e transporte. (conheça 12 maneiras de enxugar o orçamento)  O objetivo do PAS é educar superendividados e promover a renegociação direta ou audiências de renegociação de dívidas com credores, de acordo com o orçamento familiar. No período, 51% dessas negociações e audiências tiveram resultados positivos. (confira os 10 passos para renegociar dívidas com o banco).

Perfil do superendividado

A maioria dos consumidores que passaram pelo PAS são homens (52%) e quase metade são casados (48%).

Quase metade declarou ter renda de 1 mil reais a 2,9 mil reais (48%). Já 17% declararam renda entre 4 mil reais e 7,9 mil reais. Consumidores com renda entre 3 mil reais e 3,9 mil reais somam 14%. Quem ganha de 8 mil reais a 10 mil reais representa 5% e, acima de 15 mil reais, 1%. 

A faixa etária entre 31 e 50 anos concentra a maior parte desses devedores (51%). A faixa entre 50 e 60 anos corresponde a 19% e, entre 21 e 30 anos, 16%. Devedores acima de 60 anos somam 13%.  Quase metade tem curso superior ou é pós-graduado (46% e 2%, respectivamente).

Os superendividados que cursaram apenas o ensino médio somam 38%.  A maior parte dos devedores estão inseridos no mercado de trabalho (68%) ou são aposentados (15%). Apenas 8% estão desempregados e 4% são trabalhadores autônomos. 

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