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As ações preferidas de fundo que rendeu bem na crise

Gestor do Geração Futuro Dividendos FIA indica seus papéis preferidos entre as empresas que capricham na distribuição de lucros aos acionistas

Setor elétrico é apontado como tradicional pagador de dividendos (Divulgação)

Setor elétrico é apontado como tradicional pagador de dividendos (Divulgação)

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Lilian Sobral

5 de janeiro de 2012, 19h40

São Paulo – Apostar em ações que pagam bons dividendos pode ser uma boa alternativa para quem quer reduzir os riscos de aplicações na bolsa. Os papéis não são garantia de resultados positivos, mas trazem boas chances de ganho em momentos de alta da bolsa, e geram receita mesmo nos momentos críticos do mercado. “As empresas que pagam bons dividendos costumam ter negócios mais estáveis, com bons resultados financeiros”, afirma Wagner Salaverry, sócio-diretor da Geração Futuro. Segundo Salaverry, os papéis defensivos podem ser uma boa alternativa também para o investidor que está iniciando no mercado financeiro.

O executivo afirma que a bolsa tem boas opções dentro e fora do Ibovespa. “É possível encontrar papéis que combinam bons dividendos com alta liquidez”, diz. Alguns setores, porém, tendem ser mais propícios a oferecer boas alternativas. “O setor de energia elétrica é um pagador típico de dividendos”, diz. Nesse segmento, ele sugere que o investidor preste atenção aos papéis da Cemig e da AES Tiête. Salaverry também aposta nas empresas de saneamento, como Sabesp e Copasa, do setor financeiro, sugerindo ações do Banco do Brasil, e companhias de cartão e meios de pagamento, como Redecard e Cielo. “Os setores com maior previsibilidade de desempenho e estabilidade são os mais propensos a pagar bons dividendos”, diz.

A Geração Futuro usa a estratégia defensiva em um de seus fundos, o GF Dividendos FIA, com aplicação mínima de 1.000 reais. A aposta rendeu ganhos de 23,61% desde a criação do produto, em junho de 2010, ante uma queda de 4,27% do Ibovespa. Vale lembrar que, assim como qualquer outro ativo, as ações de empresas que pagam dividendos não estão livres de quedas. O fundo acumula baixa de 0,6% neste ano até o último dia 7, uma baixa muito mais sútil que a do principal índice da bolsa, que caiu 14,6% no período.