WEG (WEGE3) fatura R$ 7,2 bi no 2º tri e supera consenso de mercado

Resultado foi impulsionado por vendas para o mercado interno de energia; inflação de commodities pressionou margem de lucro
WEG: receita líquida cresceu 25% na comparação anual (WEG/Divulgação)
WEG: receita líquida cresceu 25% na comparação anual (WEG/Divulgação)
Guilherme Guilherme
Guilherme Guilherme

Publicado em 20/07/2022 às 08:10.

Última atualização em 20/07/2022 às 18:07.

O que faz a empresa WEG?

Produzindo inicialmente motores elétricos, a WEG ampliou suas atividades a partir da década de 80, com a produção de componentes eletroeletrônicos, produtos para automação industrial, transformadores de força e distribuição, tintas líquidas e em pó e vernizes eletro isolantes.

Quando a WEG foi fundada?

A empresa foi fundada em 16 de setembro de 1961 por Werner Ricardo Voigt, Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus como Eletromotores Jaraguá.

O que significa a sigla WEG?

Após um tempo utilizando o nome Eletromotores Jaraguá, a empresa passou a usar razão social WEG S.A., cujo nome é a junção das iniciais dos três fundadores, Werner Eggon Geraldo.

(Conteúdo retirado do site da WEG)

Ações WEG (WEGE3)

A WEG (WEGE3) apresentou receita operacional líquida de R$ 7,2 bilhões no segundo trimestre, representando um crescimento anual de 25%. O resultado superou o consenso de mercado da Bloomberg, que era de R$ 6,96 bilhões.

O balanço da WEG, publicado na manhã desta quarta-feira, 20, foi o primeiro do período a ser divulgado do mercado brasileiro.

O lucro líquido da companhia, por outro lado, caiu 19,5% na comparação anual para R$ 913 milhões e ficou abaixo da expectativa de mercado de R$ 932,7 milhões para o período. O Ebitda recuou 9,5% para R$ 1,25 bilhão, em linha com o esperado.

A WEG afirmou que as quedas foram pressionadas por efeitos não recorrentes referente à exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e COFINS. Sem esses efeitos, disse a empresa, o lucro teria crescido 6,6% e o Ebitda 14,5% contra o segundo trimestre de 2021. 

Por trás da maior receita

O impulso da receita veio do faturamento no mercado interno, que cresceu 41% para R$ 3,637 bilhões. O desempenho foi suportado principalmente pelos negócios relacionados à geração de energia renovável e transmissão & distribuição de energia (GDT), que saltou 67% no Brasil.

" O aumento na demanda pela geração distribuída solar assim como o volume de entrega relevante de aerogeradores foram fatores importantes para o resultado", afirmou a WEG em balanço.

As linhas de motores elétricos de baixa tensão automação também tiveram contribuição positiva. O crescimento da WEG na linha de Equipamentos Eletroeletrônicos Industriais (EEI) ficou em 30,5% no mercado interno e em 24,3% no exterior.

"A atividade industrial continuou a apresentar boa demanda no Brasil, principalmente em segmentos importantes como o agronegócio, papel & celulose e mineração."

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Inflação e demanda esgotada

Os maiores desafios se mostraram presentes na parte de Motores Comerciais e Appliance (MCA), que inclui motores para móveis da linha branca, como máquinas de lavar. A receita interna de MCA caiu 23,5% no mercado interno, acarretando em uma queda total de 8,3% da linha de negócio, apesar do melhor resultado da WEG no exterior.

A companhia classificou o pior desempenho em MCA como esperado dada a "acomodação na demanda, após o forte volume de vendas no mesmo período do ano anterior".

O cenário macroeconômico também jogou contra as despesas da empresa, com aumento de 30,4% nos custos de produtos vendidos para R$ 4 bilhões para R$ 5,2 bilhões. O resultado foi uma queda de 3 pontos percentuais na margem bruta da empresa, de 30,4% para 27,4%. A queda da margem líquida foi ainda maior, de 19,7% para 12,7%.

A apreciação do aço e cobre, que estão entre as principais matérias-primas da WEG, pressionaram o aumento de custos, segundo a empresa, assim como os preços mais altos de energia e frete.