Mercados

Rolagem de derivativos deve deixar dólar volátil

A defesa de posições na rolagem de contratos futuros a fim de influenciar a definição da taxa Ptax de fim de mês deve trazer volatilidade ao mercado de câmbio


	Bovespa: no mercado de derivativos, são negociados contratos de cupom cambial-DDI e de dólar futuro
 (Alexandre Battibugli/EXAME)

Bovespa: no mercado de derivativos, são negociados contratos de cupom cambial-DDI e de dólar futuro (Alexandre Battibugli/EXAME)

DR

Da Redação

Publicado em 26 de maio de 2014 às 15h29.

São Paulo - Nesta última semana de maio, os investidores posicionados no mercado de derivativos cambiais devem pressionar a taxa de câmbio à vista nos próximos dias.

A defesa de posições na rolagem de contratos futuros a fim de influenciar a definição da taxa Ptax de fim de mês, na próxima sexta-feira, 30, deve trazer volatilidade ao mercado de câmbio.

Nesse segmento da BM&FBovespa, são negociados contratos de cupom cambial-DDI e de dólar futuro, que são contratados para proteger os investimentos das variações cambiais.

Na semana passada, a exposição dos agentes financeiros em cupom cambial-DDI e dólar futuro encerrou com os investidores estrangeiros, empresas não financeiras de comércio exterior e pessoas físicas comprados nesses contratos, o que representa uma aposta na alta do dólar.

Já os bancos e fundos nacionais, em menor montante, carregavam posição vendida líquida nesses contratos, uma vez que aparecem como contraparte nessas operações.

De acordo com dados contidos no site da BM&Fbovespa, na última sexta-feira, 23, os investidores estrangeiros detinham exposição comprada líquida de US$ 26,131 bilhões (522.634 contratos) em derivativos cambiais - valor 8,58% menor do que a exposição em 30 de abril (US$ 28,585 bilhões ou 571.703 contratos em aberto).

O investidor pessoa jurídica não financeira, que são principalmente os players de comércio exterior, também estavam comprados em US$ 2,518 bilhões (50.363 contratos em aberto), enquanto os investidores pessoas físicas estavam comprados líquidos em US$ 175,3 milhões (3.506 contratos em aberto).

De outro lado, os bancos apareciam com posição vendida líquida em derivativos cambiais de US$ 26,104 bilhões (522.094 contratos em aberto), valor 8,05% inferior ao de 30 de abril (US$ 28,389 bilhões).

No caso dos fundos de investimento nacionais, a posição vendida líquida em derivativos cambiais registrada na última sexta-feira somava US$ 2,799 bilhões (55.998 contratos em aberto).

Este montante era 36,46% maior que a exposição vendida líquida computada em 30 de abril, de US$ 2,051 bilhões.

Especificamente sobre a exposição em dólar futuro, os fundos inverteram suas posições em aberto de vendidos em US$ 982,9 milhões em 30 de abril para comprados em US$ 1,597 bilhão em 23 de maio.

Acompanhe tudo sobre:EmpresasEmpresas abertasservicos-financeirosrenda-variavelB3bolsas-de-valoresCâmbioDólarMoedasMercado financeiroDerivativos

Mais de Mercados

A visão apocalíptica do mercado sobre empresas de software na era da IA

O inverno chegou para as criptomoedas? Para analistas, tudo indica que sim

Fôlego de última hora não poupou Nvidia de pior semana do ano na bolsa

Lembra dela? DeepSeek derrubou mercados há um ano — como está a empresa hoje?