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Rali de fim de ano das ações americanas pode ter vida curta, diz BlackRock

BlackRock diz que juros altos do Fed ainda ameaçam rali do S&P

S&P 500: expectativas de crescimento de longo prazo para o S&P 500 estão perto de mínimas históricas (Getty/Getty Images)

S&P 500: expectativas de crescimento de longo prazo para o S&P 500 estão perto de mínimas históricas (Getty/Getty Images)

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Agência de notícias

Publicado em 6 de novembro de 2023 às 10h44.

Qualquer rali de fim de ano das ações americanas pode ter vida curta porque os preços ainda não refletem totalmente as perspectivas de juros altos por mais tempo, segundo o chefe do braço de pesquisa da BlackRock.

Os rendimentos dos títulos do Tesouro americano subiram para máximas de vários anos à medida que os investidores se preparam para um período prolongado de política monetária mais restritiva do Federal Reserve. A história mostra que isso tende a ter um impacto negativo nas ações, disse Jean Boivin, o ex-vice-governador do Banco do Canadá que agora dirige o BlackRock Investment Institute.

“A pergunta que fazemos é se o aumento das taxas já está precificado nas ações, e a nossa resposta é: ainda não”, disse Boivin em entrevista. “Achamos que haverá mais ajuste para baixo, mas esperamos ver um ambiente melhor em 2024, assim que o ajuste estiver concluído.”

A equipe de Boivin permanece com exposição reduzida em ações de mercados desenvolvidos desde julho de 2022. Ele espera estagnação do crescimento global no próximo ano, e acha que a economia dos EUA “está mais fraca do que parece”.

“Se estivermos errados e houver uma recuperação significativa do crescimento econômico, ou uma retração sustentada das taxas, isso nos levaria a ficar mais optimistas em relação às ações”, disse o estrategista.

O coro de investidores e estrategistas que esperam uma alta do índice S&P 500 no final do ano se fortaleceu com as apostas de pico de juros. O indicador acumula alta de cerca de 14% no ano, com a maior parte dos ganhos concentrados em gigantes de tecnologia, impulsionadas pelo otimismo em torno da inteligência artificial.

Embora Boivin também esteja otimista com o impacto da IA, ele diz que o baixo desempenho do S&P 500 quando as ações são ponderadas igualmente, limitando o peso das gigantes ​​de tecnologia, dá uma ideia melhor do ambiente macroeconômico desafiador. Nesta base de comparação, o índice está no zero a zero este ano.

A estrategista Savita Subramanian, do Bank of America, também disse que as expectativas de crescimento de longo prazo para o S&P 500 estão perto de mínimas históricas quando se exclui o grupo de gigantes tech. Mas, ao contrário de Boivin, ela disse que um indicador do banco que compila a alocação recomendada pelos estrategistas para ações está cada vez mais perto de indicar “compra.” O nível atual do indicador implica um retorno de 15,5% do S&P 500 nos próximos 12 meses, disse Subramanian.

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