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Preços do petróleo caem 3% com exportações chinesas

As exportações chinesas de diesel e gasolina em julho dispararam 181,8% e 145,2%, respectivamente


	Petróleo: o petróleo Brent fechou em queda de 1,72 dólar, ou 3,4 por cento, a 49,16 dólares por barril
 (Getty Images)

Petróleo: o petróleo Brent fechou em queda de 1,72 dólar, ou 3,4 por cento, a 49,16 dólares por barril (Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 22 de agosto de 2016 às 18h23.

Nova York - Os preços do petróleo caíram mais de 3 por cento nesta segunda-feira, recuando das máximas de dois meses da última semana, por preocupações sobre exportações crescentes de combustível chinês, mais remessas de petróleo nigeriano e iraquiano e uma crescente contagem de sondas nos Estados Unidos.

As exportações chinesas de diesel e gasolina em julho dispararam 181,8 por cento e 145,2 por cento, respectivamente, ante o mesmo mês no ano passado, colocando pressão sobre as margens de produto refinado.

Nos Estados Unidos, a refinaria da BP em Whiting, Indiana, que processa 413.500 barris por dia, retomou sua produção normal pela primeira vez desde o fim de julho, acrescentando aos estoques de produto refinado.

O petróleo Brent fechou em queda de 1,72 dólar, ou 3,4 por cento, a 49,16 dólares por barril. O contrato atingiu uma máxima de dois meses de 51,22 dólares na sexta-feira.

O primeiro contrato do WTI para setembro fechou com queda de 1,47 dólar, ou 3 por cento, a 47,05 dólares por barril antes de expirar. Ele tocou uma máxima de seis semanas de 48,75 dólares por barril na sexta-feira.

O segundo contrato mais ativo do WTI, para outubro, fechou em queda de 1,70 dólar, ou 3,6 por cento, a 47,41 dólares por barril.

O petróleo se recuperou com algumas interrupções ao longo das últimas duas semanas, mudando de território baixista para o altista ao reverter uma perda de mais de 20 por cento no início de agosto por especulações de que a Arábia Saudita e o restante da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) vão chegar a um acordo de congelamento de produção com a Rússia e outros não-membros da Opep.

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