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Por que Sara Delfim, da Dahlia, investe nesta varejista: “é a mais eficiente do Brasil”

Gestora vê Mercado Livre em posição de vantagem para vencer a corrida do e-commerce

Sara Delfim, sócia da Dahlia Capital: "não quero crescimento sem rentabilidade" (Germano Lüders/Exame)

Sara Delfim, sócia da Dahlia Capital: "não quero crescimento sem rentabilidade" (Germano Lüders/Exame)

Guilherme Guilherme
Guilherme Guilherme

Repórter de Invest

Publicado em 15 de fevereiro de 2024 às 12h02.

Última atualização em 15 de fevereiro de 2024 às 12h03.

A entrada de gigantes chinesas e o aumento da aposta da Amazon no Brasil tornou o varejo local extremamente competitivo nos últimos anos. A maior concorrência pressionou as margens, levando muitas empresas que surfaram a onda do e-commerce durante a pandemia a registrarem prejuízos. Na avaliação de Sara Delfim, sócia-fundadora da Dahlia Capital, a corrida do e-commerce será vencida por quem oferecer o melhor combo de preço, agilidade de entrega e prazo de pagamento. Nesse sentido, segundo a gestora, nenhuma empresa está mais bem posicionada do que o Mercado Livre.

“Como consumidora, sou viciada em Mercado Livre. Como investidora, somos acionistas. O e-commerce brasileiro foi muito bem entre 2020 e 2021 e as empresas cresceram muito. Mas, na volta à normalidade, há uma diferença clara entre as companhias. O Mercado Livre cresceu muito mais que o resto do mercado”, afirma em entrevista à Exame Invest

Crescimento com rentabilidade

Embora fundado na Argentina, é do Brasil de onde a maior parte da receita do Mercado Livre. Desde 2020, a companhia quase quadruplicou sua receita no acumulado dos três primeiros trimestres do ano, de US$ 2,65 bilhões para US$ 10,2 bilhões em 2023. Em relação ao terceiro trimestre de 2020, a margem líquida da companhia cresceu de 1,3% para 18,2%.

“Eu, investidora, não quero crescimento sem rentabilidade. Quero crescimento rentável e é o que o Mercado Livre está entregando”, diz Delfim. 

Investimentos em tecnologia, um robusto sistema próprio de entregas e o desenvolvimento de sua fintech Mercado Pago são alguns fatores que, de acordo com a gestora, fizeram a companhia se destacar nesse cenário. 

Para a gestora, o uso da inteligência artificial tem potencial de impulsionar ainda mais as vendas da companhia. “Alguém que fizer uma compra no aplicativo do Mercado Livre passa a receber oferta de coisas relacionadas ao padrão de consumo. Isso é inteligência artificial e as empresas que conseguirem implementar a inteligência artificial para entender melhor o seu cliente provavelmente serão mais eficientes nas vendas.”

Assista à entrevista com Sara Delfim, da Dahlia, na íntegra:

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