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Um dos assuntos mais comentados no ecossistema financeiro na última sexta-feira, 24, foi a Petrobras (PETR4) — ou, mais especificamente, o seu plano estratégico 2024-28. Entre os principais destaques, e que tem dividido a opinião de especialistas, é o aumento de 31% dos investimentos totais da estatal, que estão previstos para a casa dos US$ 102 bilhões e que serão divididos em dois tipos de projetos: em implementação (US$ 91 bilhões) e em avaliação (US$ 11 bilhões).

Como serão feitos os investimentos da Petrobras (PETR4)?

A nova estratégia da Petrobras vai na contramão dos últimos anos, em que a estatal apostou nos desinvestimentos e buscou focar no segmento de exploração e produção de óleo e gás. Agora, a companhia objetiva crescer, também via fusões e aquisições, além de buscar a diversificação de atividades. “Na nossa opinião, esta estratégia não parece a ideal para a criação de valor no longo prazo, uma vez que, historicamente, a diversificação de atividades da PETR4 muitas vezes não conseguiu produzir retornos adequados”, dizem os analistas do BTG Pactual (mesmo grupo controlador da EXAME).

Apesar disso, em relatório, o banco afirma que o plano estratégico não tirou da petrolífera  os “aspectos-chave” da perspectiva ainda otimista em relação à tese de investimento. “Esperamos que a disciplina, juntamente com a diversificação gradual, ainda impulsione a geração robusta de fluxo de caixa (FCF) em breve”, dizem os analistas. 

Outro banco a seguir por um raciocínio semelhante é o Santander, que ainda pontua o fato de a Petrobras ter uma orientação de aumento da produção, de aproximadamente 5%, para 2024, enquanto os investimentos devem ficar na ordem dos US$ 18 bilhões. “Acreditamos que isso apoia a forte geração de FCF e dividendos a curto prazo – chave para a tese de investimento”, dizem os analistas do banco, também em relatório.

Mas e os dividendos da PETR4?

Os analistas do Santander afirmam que as expectativas de entrada de caixa permanecem as mesmas, mas os pagamentos de dividendos da PETR4, previstos para o quinquênio entre 2024-28 são mais baixos devido à nova política de dividendos implementada neste ano e aos investimentos previstos. “As previsões de dividendos foram reduzidas para US$ 40-45 bilhões para o período (de US$ 65-70 bilhões anteriormente) devido à mudança na política de dividendos e maiores investimentos.”

Além disso, eles observam que a estatal manteve sua posição de caixa de referência inalterada em US$ 8 bilhões e sua dívida bruta inalterada em US$ 65 bilhões. Segundo o banco, tais metas trazem mais visibilidade em relação a possíveis atividades de fusões e aquisições, “visto que a Petrobras dificilmente fará grandes fusões e aquisições de ativos alavancados (por exemplo, a Braskem que tem aproximadamente US8,5 bilhões em dívida bruta).”

O BTG Pactual, por sua vez, salienta que, conforme o novo plano estratégico, qualquer projeto em avaliação passará por uma análise minuciosa de viabilidade financeira. “Acreditamos que isso não ameaçará a política de dividendos da Petrobras, nem o nível máximo de dívida de US$ 65 bilhões e reserva mínima de caixa de US$ 5 bilhões”, afirmam os analistas.

E ainda que veja a nova política de dividendos como um movimento na “direção errada”,  o banco segue a mesma linha do Santander ao ainda enxergar razões para acreditar que a empresa irá gerar mais caixa do que o mercado espera, impulsionada por uma produção superior ao esperado, investimentos mais baixos e mecanismos robustos de governança corporativa. “Enquanto a dinâmica persistir, a Petrobras continuará a ser uma atraente história de geração de dividendos.”

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