Azul e Gol sobem na bolsa com queda do dólar, mas querosene de aviação fica mais caro
Combustível corresponde a 40% dos custos operacionais; aumento do insumo foi anunciado pela Petrobras
Raquel Brandão
Publicado em 2 de fevereiro de 2023 às 18h19.
Última atualização em 2 de fevereiro de 2023 às 19h12.
A quinta-feira, 2, foi de notícias boas e ruins para a aviação. A ruim veio ontem, com a Petrobras (PETR3/ PETR4) anunciando aumento de 17% no querosene de aviação, depois de uma sequência de quedas. O encarecimento do combustível é sempre uma má notícia para o setor aéreo, isso porque responde por 40% dos custos da operação das companhias aéreas.
A notícia boa veio hoje e parece que ganhou mais relevância no mercado. A aceleração da queda do dólar ante o real foi muito bem-vinda pelos investidores que puxaram as ações de Azul (AZUL4) e Gol (GOLL4) para o campo positivo.
- AZUL (AZUL4): +7,58%
- GOL (GOLL4): +13,65%
"Embora tenha tido um reajuste do querosene para aviação em 17%, ações das empresas aéreas disparam no dia de hoje. Parte da alta pode ser explicada pela queda do dólar nesta semana, chegando a ficar abaixo dos R$ 5, que por sua vez, influencia em mais da metade dos custos das empresas do setor", observa a Ativa Research.
Passagem mais cara?
Em dezembro, a direção da Azul disse em apresentação a investidores que o preço das passagens vai chegar a níveis recorde em 2023. "Claro que os clientes gostariam de pagar menos se eles tivessem oportunidade, mas não estamos vendo resistência em termos de tráfico, em volumes ou mesmo em termos de 'feedbacks' dos clientes", disse Abhi Manoj Shah, vice-presidente de receitas da Azul.
No terceiro trimestre, o custo com combustível saltou 116,2% para a Azul, chegando a R$ 6,05 por litro. Já para a Gol, saltou 91%, para R$ 6,53 por litro.