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Moody´s reduz rating da Grécia e alerta credores

A agência de classificação de risco cortou os ratings da dívida grega em três notas dentro do território junk

Cortes apontam a probabilidade de que os credores privados sofrerão perdas "substanciais" (Jamie McDonald/Getty Images)

Cortes apontam a probabilidade de que os credores privados sofrerão perdas "substanciais" (Jamie McDonald/Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 25 de julho de 2011 às 06h34.

Cingapura - A agência de classificação de risco Moody´s cortou os ratings da dívida do governo grego em três notas dentro do território junk, citando a probabilidade de que os credores privados sofrerão perdas "substanciais". A agência cortou os ratings dos títulos em moeda local e em moeda estrangeira, de Caa1 para Ca, e atribuiu aos papéis uma perspectiva em desenvolvimento, devido à incerteza sobre o exato valor de mercado dos títulos que os credores receberão na troca da dívida.

Em um comunicado, a Moody´s disse que o programa anunciado pela União Europeia indicou que a probabilidade de uma troca tumultuada e um default dos títulos do governo grego era "virtualmente de 100%". "Olhando mais à frente, o programa da União Europeia e as trocas de dívida propostas aumentarão a possibilidade de que a Grécia consiga estabilizar e eventualmente reduzir sua carga de dívida global", afirmou a agência.

O pacote também pode beneficiar outros membros da zona do euro, segundo a Moody´s, por meio da redução do severo risco de contágio no curto prazo que provavelmente resultaria de um default desordenado ou de um grande desconto na dívida grega em circulação. "Contudo, a Grécia ainda enfrentará desafios de solvência no médio prazo: seu estoque de dívida ainda estará bem acima de 100% do PIB por muitos anos e ela ainda enfrentará riscos de implementação muito significativos para a reforma econômica e fiscal."

Para a agência, o pacote de socorro anunciado na semana passada estabelece um precedente negativo para futuras reestruturações, que pesará nos ratings de crédito de outros emissores soberanos com problemas fiscais. As informações são da Dow Jones.

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