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Lucro líquido da CSN cai 81% no 4º tri, para R$ 197 milhões

Na linha do resultado financeiro, impacto veio do maior custo de dívida e do efeito negativo da variação cambial

CSN: trimestre foi de incertezas econômicas (Monty Rakusen/Getty Images)

CSN: trimestre foi de incertezas econômicas (Monty Rakusen/Getty Images)

Raquel Brandão
Raquel Brandão

Repórter Exame IN

Publicado em 9 de março de 2023 às 09h33.

Última atualização em 9 de março de 2023 às 09h35.

As despesas financeiras e a variação cambial pesaram sobre a última linha da companhia de siderurgia CSN (CSNA3). No quarto trimestre, o lucro líquido da companhia foi de R$ 197 milhões, 81% a menos do que um ano antes.

A receita líquida totalizou R$ 11,13 bilhões no quarto trimestre, 7% a mais do que um ano antes, puxada pelas operações de mineração, que tiveram alta de 26% nas vendas, enquanto a venda de aço caiu 1% em toneladas.

No ano, a receita caiu e 7,4% devido principalmente aos desafios operacionais na mineração, relacionados a um alto volume de chuvas observado no início do ano, além de toda a instabilidade nos preços internacionais de minério.

O lucro bruto do trimestre caiu 13%, para R$ 3,28 bilhões, com margem de 29,5%. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) caiu 16%, para R$ 3,12 bilhões.

Resultado financeiro foi negativo em R$ 1,18 bilhão, aumento de 157% ante mesmo período do ano anterior, como consequência de um maior custo de dívida, além do efeito negativo da variação cambial.

No acumulado do ano, o resultado financeiro foi negativo em R$ 3,5 bilhões, impactado principalmente pelo aumento dos juros pagos no período e pela variação negativa das ações da Usiminas observada no ano.

Como foi cada segmento de atuação da CSN?

Mesmo com um custo de produção menor, o resultado da siderurgia no trimestre foi impactado por um ritmo comercial e por uma dinâmica de preços arrefecidos no final do ano. Por outro lado, pondera a empresa, o desempenho ao longo de 2022 reforça a resiliência da CSN ao entregar uma margem superior a 20%, "mesmo considerando as pressões nos custos com matérias-primas e queda nos preços do mercado internacional".

No segmento de cimentos, a receita líquida atingiu o recorde histórico de R$ 1,2 bilhão no trimestre, puxado pela consolidação das últimas aquisições e por um canal de vendas mais pulverizado. Por outro lado, a rentabilidade do período foi impactada por custos mais altos de produção e pressões nos custos com matérias-primas. "A expectativa para 2023 é acelerar a captura de sinergias e aproveitar a dinâmica favorável do setor."

Na mineração, o trimestre foi marcado por um forte volume de vendas e por uma dinâmica de preços mais favorável. Como consequência, o segmento de mineração apresentou Ebitda ajustado de R$ 1,78 bilhão e viu a rentabilidade voltar a superar a marca dos 50%. "Para 2023, a perspectiva é de crescimento de produção, com um minério mais rico e preços que estão surpreendendo positivamente."

Investimentos da CSN

No quarto trimestre os valores investidos chegaram a R$ 1,04 bilhão, 23% superior em relação ao montante investido no trimestre passado, como consequência da aquisição de equipamentos para a operação de cimentos e da incorporação das operações da Cimentos Brasil. No ano, foram investidos R$ 3,41 bilhões, aumento de 16% em comparação com 2021.

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