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O Itaú (ITUB4) poderá prover uma remuneração extra aos acionistas como destinação dos recursos excedentes de seu balanço. O CEO do banco, Milton Maluhy Filho afirmou em entrevista coletiva pós-resultado do terceiro trimestre que está em análise o que será feito com o excesso de capital. O aumento do valor dos dividendos ou um programa de recompra de ações estão em análise, afirmou.

O banco encerrou o terceiro trimestre com um Índice de Capital Principal de 13,1%. Esse índice é usado para avaliar a solidez de uma instituição financeira em relação aos riscos associados aos seus ativos. Quanto maior o índice, mais capital de alta qualidade a instituição possui em relação aos ativos que estão sujeitos a diferentes níveis de risco. Só que, na avaliação do banco, esse índice já estaria acima do suficiente. "Nosso apetite é para 11,5%. Então, estamos 1,5 ponto percentual acima", afirmou Maluhy Filho

A destinação dos recursos excedentes será debatida neste mês, em reunião do Conselho de Administração, segundo o CEO. Até lá, o Itaú espera que o Banco Central já tenha fornecido detalhes sobre a implantação do Basileia III, que trará novas regulamentações sobre as reservas de capital das instituições financeiras.

"Essa informação é importante para fazermos o nosso planejamento de capital, mas ainda não temos os detalhes. Assim, conheceremos os riscos operacionais para decidir o melhor caminho. Estamos avaliando alternativas, como aumento de dividendos ou recompra de ações, ou uma combinação. Não queremos reter o capital excedente. A ideia é distribuir para o acionista", disse o CEO do Itaú.

Linhas finais do balanço

O Itaú registrou no terceiro trimestre um lucro líquido gerencial de R$ 9,04 bilhões, 12% acima na comparação anual. O retorno sobre capital (ROE, a sigla em inglês) gerencial foi de 20,9%.

As receitas de serviços do banco cresceram 2,3% para R$ 11,6 bilhões no trimestre. O maior avanço foi na linha de Assessoria Econômica, Financeira e Corretagem, com alta de 21% para R$ 1,02 bilhão. A expansão da área se deu principalmente por maiores volumes em renda fixa e em fusões e aquisições.

Mercado de capitais

No terceiro trimestre, o Itaú movimentou R$ 23,5 bilhões no mercado de capitais de dívida (DCM, na sigla em inglês), R$ 6,6 bilhões em fusões e aquisições e em R$ 3,8 bilhões em mercado de capitais de dívida (ECM, na sigla em inglês).

Esse crescimento, disse o CEO, te sido puxado por empresas menores, Pequenas e médias vê em uma constante. Temos visto uma retomada importante nesse trio. A originação cresce de forma relevante para grandes empresas com um mercado de capitais muito ativo.

Maluhy Filho contou ainda que o banco tem focado em acelerar sua corretora para pessoas físicas – mercado classificado pelo CEO como "supercompetitivo". "Tinham alguns 'gaps' importantes de oferta de produtos que nós estamos atacando fortemente. ano que vem a gente deva haver uma reabertura do mercado de equity.

"É um momento em que o banco historicamente tem se posicionado muito bem. A gente espera continuar bem posicionado para capturar as oportunidades e conseguir um uma boa fatia nas operações de mercado", afirmou.

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