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IPCA, desacordo entre Petrobras e PetroRio e o que mais move o mercado

Inflação ao consumidor de agosto deve ser a menor desde junho do ano passado, segundo projeções do mercado

Plataforma da Petrobras na Bacia de Campos: Estatal encerra negociações por Albacora com a PetroRio (André Valentim/Exame)

Plataforma da Petrobras na Bacia de Campos: Estatal encerra negociações por Albacora com a PetroRio (André Valentim/Exame)

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Guilherme Guilherme

Publicado em 9 de setembro de 2022 às 07h21.

Última atualização em 9 de setembro de 2022 às 08h21.

Os principais índices avançam nesta manhã de sexta-feira, 9, em mais um dia de apetite ao risco no mercado internacional sob expectativas de que o controle da inflação nos Estados Unidos não cobre um "custo social muito alto", como sinalizado pelo presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, em discurso da véspera.

A possibilidade de uma alta de juros mais branda na reunião do dia 21, no entanto, é vista apenas como remota, com investidores precificando a probabilidade mais uma elevação de 0,75 ponto percentual acima de 80%. Bolsas de Wall Street, que caíram por três semanas consecutivas, tendo como pano de fundo as perspectivas sobre os efeitos do Fed na economia, caminham para quebrar a sequência negativa nesta sexta.

No Brasil, a chance de uma nova alta da taxa Selic voltou a ganhar força nesta semana a partir de declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. O IPCA de agosto, que será divulgado hoje às 9h, poderá fortalecer ou esvaziar as apostas de mais uma elevação na reunião de daqui a duas semanas.

O consenso do mercado para o dado desta sexta é de deflação mensal de 0,4%, com o IPCA anual saindo de 10,07% para 8,72%. A inflação,, se confirmada, será a menor desde junho do ano passado, quando o IPCA ainda estava 8,35%. A perspectiva do mercado, segundo boletim Focus, é de que o IPCA encerre o ano em 6,61%.

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Desempenho dos indicadores às 7h30 (de Brasília):

  • Dow Jones futuro (Nova York): + 0,72%
  • S&P 500 futuro (Nova York): + 0,83%
  • Nasdaq futuro (Nova York): + 0,73%
  • DAX (Frankfurt): + 1,42%
  • CAC 40 (Paris): + 1,74%
  • FTSE 100 (Reino Unido): + 1,66%
  • Stoxx 600 (Europa): + 1,37%
  • Hang Seng (Hong Kong)*: + 2,69%
  • Shangai Composite (Xangai)*: + 0,82%

Fim das negociações por Albacora

Petrobras (PETR4)  e PetroRio (PRIO3) não entraram em um acordo em negociação pelo Campo Albacora, localizado em águas profundas da Bacia de Campos. O valor pedido pela Petrobras pelo o ativo, segundo a PetroRio, "não incorporaria nem o retorno nem o perfil de risco adequados para o projeto". A decisão, ainda de acordo com a companhia, não afeta a transição da Albacora Leste, já em avaliação pela ANP.

O Campo de Albacora será revitalizado pela Petrobras, com a contratação de uma nova plataforma flutuante que produz, armazena e transfere petróleo em substituição às duas unidades de produção que operam no ativo atualmente.

Ouro Fino: BNDES e Opportunity desembarcam

A Ouro Fino (OFSA3), de medicamentos para animais, anunciou a venda de participação do BNDESPAR no negócio para a Mitsui. Paralelamente, a Mitsui também comprou toda a fatia da Opportunity no negócio, passando a ser detentora de 29% da companhia.

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