Invest

Ibovespa fecha perto da estabilidade dividido entre Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4)

China anunciou uma série de medidas para estimular o setor imobiliário, o que puxa mineradora para cima

Ibovespa: mercado acompanha de perto notícias da China (Cris Faga/NurPhoto/Getty Images)

Ibovespa: mercado acompanha de perto notícias da China (Cris Faga/NurPhoto/Getty Images)

Publicado em 17 de maio de 2024 às 10h44.

Última atualização em 17 de maio de 2024 às 17h37.

Depois de um dia negativo, o Ibovespa fechou o pregão desta sexta-feira, 17, perto da estabilidade, dividido entre a alta da Vale (VALE3) e a queda da Petrobras (PETR4). 

A semana termina marcada por uma agitação no mercado com a demissão do presidente da Petrobras (PETR4), Jean Paul Prates, pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - e a bolsa ainda sente o impacto. Apesar do gosto amargo, a bolsa terminou a semana em alta de 0,43%.

Ibovespa hoje

  • IBOV: -0,10% aos 128.150 pontos

Nesta sexta, a Petrobras amenizou as perdas e fechou o dia em queda de até 1,8%, pouco menos que a mínima do dia, na casa dos 2%.

Mas o que realmente ajudou a bolsa a ficar perto do zero a zero foi a alta de 1,9% da Vale. A mineradora reagiu ao cenário internacional, com notícias vindas da China. 

  • Vale (VALE3): + 1,96%
  • Petrobras (PETR3): - 1,86%
  • Petrobras (PETR4): - 1,66%

Nesta sexta, autoridades chinesas anunciaram novos planos para fortalecer o setor imobiliário, flexibilizando as regras hipotecárias e ordenando que os governos locais comprem casas não vendidas. Os pisos das taxas de hipotecas para primeiras e segundas residências foram removidos.

O Banco do Povo da China (PBoC, o banco central do país) também reduziu a entrada mínima para quem compra a primeira casa, para 15%. Para a segunda residência, a parcela inicial caiu para 25% do valor total. Com isso, as ações do segmento na China se recuperaram, fazendo com que a bolsa de Hong Kong fechasse com alta de 0,91%, enquanto a bolsa de Xangai avançou mais de 1%.

Somado ao movimento, a China também parece se recuperar em alguns setores da economia. Segundo dados divulgados hoje pelo National Bureau of Statistics (NBS), o setor industrial cresceu 6,7% em abril frente ao mesmo período do ano anterior. O resultado veio acima do esperado por analistas consultados pela FactSet, de avanço de 5,5%, o que pode animar investidores.

O movimento auxiliou o minério de ferro com os contratos para setembro, os mais negociados, fechando em alta de 1,43% a 885 yuan (US$ 122,57) a tonelada, o que também impactou Vale.

“Ainda no exterior, o apetite por ativos mais arriscados pode ter sofrido um revés em detrimento da redução das apostas de corte de juros na economia americana, depois de falas de alguns membros do Fed, em que sugeriram que o banco central americano deveria manter as taxas de juros mais altas por um período maior, a fim de ter certeza de que a inflação de fato está controlada”, aponta Marcio Riauba, gerente da Mesa de Operações da Stonex Banco de Câmbio.

Acompanhe tudo sobre:ChinaIbovespaEstados Unidos (EUA)Fed – Federal Reserve SystemJurosPetrobrasJean Paul Prates

Mais de Invest

Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, vende 1 milhão de ações da BYD

TIM (TIMS3) e Telefônica Brasil (VIVT3) pagam juros sobre capital próprio; veja valor por ação

Ibovespa opera abaixo dos 119 mil pontos após piora das expectativas da inflação

Reunião de Lula com Conselho Orçamentário, Boletim Focus e China: o que move o mercado

Mais na Exame