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Ibovespa abre fevereiro em queda de 1,2%, puxado por Vale em dia de Fed e Copom

Investidores mantêm cautela com decisão monetária no Brasil e Estados Unidos; Fed eleva juros em 0,25 p.p.

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Painel de cotações da B3: índice opera em forte queda (Germano Lüders/Exame)

Painel de cotações da B3: índice opera em forte queda (Germano Lüders/Exame)

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Guilherme Guilherme e Beatriz Quesada

Publicado em 1 de fevereiro de 2023 às, 10h22.

Última atualização em 1 de fevereiro de 2023 às, 18h32.

O Ibovespa começou fevereiro em queda superior a 1%, puxado para baixo pelas ações da Vale (VALE3), empresa com maior participação na bolsa. Ao final do pregão, o índice se recuperou parcialmente com a virada nas bolsas americanas após decisão de política monetária nos Estados Unidos.

  • Ibovespa: - 1,20%, 112.074 pontos

Os papéis da mineradora foram pressionados pela depreciação do minério de ferro na China e pela prévia operacional do quarto trimestre, divulgado na noite passada. No período, a produção de minério caiu 1% para 80,8 milhões de toneladas, o que levou a empresa a fechar o ano 2 milhões de toneladas abaixo da meta de produção de 310 milhões de toneladas.

Outros papéis do setor como Usiminas, CSN e Gerdau também fecharam o dia em queda. 

Decisão do Fed impulsiona Wall Street

O Fomc, comitê do Federal Reserve (Fed) responsável por decidir a taxa de juros nos Estados Unidos, elevou a taxa de juros em 0,25 ponto percentual (p.p.) para o intervalo entre 4,5% e 4,75%.

A decisão tomada nesta quarta-feira, 1º, era amplamente esperada pelo mercado e marca mais uma etapa de um ritmo mais brando de altas. Depois de quatro decisões consecutivas de aumento de 0,75 p.p., o Fed subiu a taxa em 0,5 p.p. na reunião de dezembro, para cair a 0,25 p.p. neste ano.

O Fomc ressaltou que a inflação permanece elevada apesar do arrefecimento recente e destacou que novas altas de juros – no plural – ainda serão necessárias para atingir a meta de 2% da inflação.

O tom flexível do presidente do Fed, Jerome Powell, no entanto, deu esperança aos investidores que aguardam o final do ciclo de alta. “Podemos agora dizer pela primeira vez que o processo desinflacionário começou”, disse Powell. 

Ainda assim, Powell reforçou a continuidade da trajetória de alta nos juros americanos. “Entendemos que ainda não estamos em uma política monetária suficientemente restritiva, e é por isso que esperamos aumentos contínuos [na alta de juros]”, afirmou.

Após a coletiva, as bolsas americanas viraram para forte alta. Os maiores ganhos ficaram com o índice de tecnologia Nasdaq, que saltou 2% nesta quarta-feira.

No aguardo do Copom

No Brasil, onde a decisão será publicada somente após o encerramento do pregão, o consenso é para manutenção da Selic em 13,75%. Há dúvidas, contudo, sobre o tom do comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre os riscos fiscais.

"O Copom não deve comprar briga, no sentido de 'se não ajustar o fiscal, vamos subir juros'. Mas deve haver algum alerta sobre a possibilidade do risco fiscal afetar o câmbio e, consequentemente, a inflação", disse em nota Paulo Gala, economista-chefe do Banco Master.

Destaques da bolsa

A maior queda do dia ficou com os papéis do Santander (SANB11), que caíram mais de 5%. O banco é o primeiro do setor a divulgar seu balanço do quarto trimestre, já na próxima manhã.

As ações da Ambev (ABEV3) caíram 3,5% e ficaram entre as maiores perdas do Ibovespa. A forte desvalorização ocorre após a Veja noticiar acusações da CervBrasil de que a Ambev teria um rombo estimado em R$ 30 bilhões em manobras tributárias. Segundo analistas do BTG Pactual, a reação é do mercado "exagerada".

"Os R$ 30 bilhões mencionados na matéria referem-se, na verdade, a estimativas da Receita Federal relativas a créditos tributários acumulados em disputa entre o fisco e as empresas de bebidas. A parte eventualmente relacionada à Ambev é indiscutivelmente muito menor", disseram em relatório.

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