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Ibovespa sobe e fecha acima dos 75 mil pela 1ª vez em quase duas semanas

Alta foi impulsionada pela expectativa de que a propagação do coronavírus tenha desacelerado nas principais economias do mundo

Ibovespa: principal índice brasileiro de ações sobe 3,08% e encerra em 76.358,09 pontos (Engdao Wichitpunya / EyeEm/Getty Images)

Ibovespa: principal índice brasileiro de ações sobe 3,08% e encerra em 76.358,09 pontos (Engdao Wichitpunya / EyeEm/Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 7 de abril de 2020 às 17h25.

Última atualização em 7 de abril de 2020 às 17h49.

O Ibovespa fechou em alta o pregão desta terça feira, 7, refletindo a perspectiva de que a velocidade de propagação do coronavírus perca força na Europa e nos Estados Unidos. Também esteve no radar dos investidores, o pacote de estímulos de 1 trilhão de dólares anunciado pelo governo japonês - o montante equivale a um quinto do PIB do Japão. 

Com a menor aversão a risco, bolsas do mundo inteiro passaram a maior parte do dia no azul. O principal índice brasileiro de ações subiu 3,08% e encerrou em 76.358,09 pontos. Esta foi a primeira vez desde 26 de março que o Ibovespa fechou acima dos 75 mil pontos. Na Europa, o índice Stoxx 600 subiu 1,88%, enquanto, nos EUA, o S&P 500 perdeu forças no final do pregão e encerrou em queda de 0,16%. 

“A nossa bolsa tinha caído muito mais do que as de fora. O pessoal entrou em pânico, sem conseguir ver a luz no fim do túnel, mas agora já estamos vendo”, disse Bruce Barbosa, analista e fundador da Nord Research.

No mercado, havia bastante preocupação sobre como seria o avanço da doença, nesta semana, nos EUA, tendo em vista que o presidente Donald Trump havia dito que seria uma das mais difíceis. No entanto, governadores de dois dos estados mais afetados, Nova York e Nova Jersey, disseram já ver um “achatamento” da curva de contágio em seus territórios.

Na Alemanha, o número de pessoas recuperadas superou o de novos infectados pela primeira vez. Já a China teve seu primeiro dia sem registrar mortos pela doença.

Analistas da Guide Investimentos veem a recuperação dos mercados como positiva, mas ainda acham cedo para afirmar que o pior já passou. “Tendo em vista que os dados que apontarão para os estragos nestas economias apenas começaram a ser divulgados, acreditamos que continuaremos tendo dias de forte volatilidade nas próximas semanas”, escreveram em relatório.

No Brasil, as vendas do varejo referentes ao mês de fevereiro cresceram 4,7% na comparação anual, surpreendendo a expectativa de aumento de 2,3%. "O nível de entrada da economia brasileira na crise em um patamar melhor do que o antecipado, mas não ajuda a amenizar o cenário fortemente contracionista que deveremos observar nos próximos meses", disse em nota Felipe Sichel, estrategista-chefe do Modalmais.

Com isso, as varejistas tiveram altas expressivas na bolsa. A ação da Magazine Luiza, que se valorizou 4,95%, chegou a ser a terceira mais negociada do dia, ficando somente atrás dos papéis da Petrobras e da Vale. As ações da Renner, que também ficou entre as mais negociadas, subiu 6,47%.

Entre os papéis com maior peso no Ibovespa, o destaque ficou para os grandes bancos, que subiram mais de 3%, tendo como pano de fundo a possibilidade de ser atenuado o aumento da taxa de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). A proposta, que visa aumentar a alíquota de 20% para 50%, foi incluída entre as medidas emergenciais para o combate ao covid-19 a serem votadas no Senado. Mas, de acordo com o jornal Valor Econômico, o governo tentará diminuir o aumento da taxa para, no máximo, 25%

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