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Fitch revisa positivamente nota da Petrobras (PETR3), que passa para estável

A agência de classificação de risco revisou as notas para a dívida soberana do Brasil e 31 empresas brasileiras

Sede da agência de classificação de risco Fitch (Miguel Medina/AFP/Exame)

Sede da agência de classificação de risco Fitch (Miguel Medina/AFP/Exame)

Carlo Cauti
Carlo Cauti

19 de julho de 2022, 11h38

A agência de classificação de risco Fitch revisou positivamente as perspectivas de crédito do Brasil e de 31 empresas brasileiras, entre as quais a Petrobras (PETR3).

Na avaliação publicada na manhã desta terça-feira, 19, a Fitch passou a considerar a Petrobras em perspectiva estável, mantendo a nota de crédito em BB-.

A análise da agência de classificação de risco é realizada na base dos Ratings de Inadimplência do Emissor (IDR, na sigla em inglês).

A última análise dos IDR da Petrobras tinha sido realizada pela Fitch no dia 8 de fevereiro de 2022, e a petroleira tinha passado para uma perspectiva negativa.

Além da estatal petrolífera, outras 31 empresas foram reavaliadas pela Fitch, entre as quais:

Revisão da perspectiva da Petrobras (PETR3) e de outras empresas ligada a melhora da nota do Brasil

Segundo a Fitch, a revisão da nota dessas empresas é ligada a melhora da nota de crédito soberano do Brasil, que passou de negativa para estável.

Essa revisão "reflete uma evolução acima da esperada das finanças públicas mesmo com os sucessivos choques desde que a Fitch revisou a Perspectiva para Negativa, em maio de 2020. Em 2021, o Brasil registrou seu primeiro superávit fiscal primário desde 2013, com destaque para um desempenho além do esperado das receitas e para o compromisso das autoridades com a retirada dos estímulos implementados para combater os efeitos da pandemia".

Segundo a agência de classificação de risco, a atividade econômica foi mais resiliente do que nossas expectativas.

A Fitch projeta um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil de 1,4% em 2022, acima do 0,5% projetado anteriormente, refletindo uma recuperação acima da esperada no primeiro trimestre de 2022, reabertura de alguns setores após o auge da pandemia, sólida recuperação de empregos, aumento dos auxílios sociais e elevação de preços das commodities.

Para a agência de classificação de risco, "o impacto do significativo aperto na política monetária e que incertezas globais e relacionadas às eleições domésticas deverão restringir o crescimento no restante do ano e em 2023, apesar da resiliência até agora. Os riscos persistem em nossa projeção de crescimento de 1% para 2023".

Após essa revisão da perspectiva da Petrobras, as ações da petroleira abriram e alta na B3 (B3SA3), subindo cerca de 0,42% por volta das 11h.