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Final do “sonho dos dividendos” da Eletropaulo é oportunidade, diz banco

Santander acredita que o corte nos pagamentos aos acionistas é negativo, mas a queda dos papéis abre espaço para novas compras

Segundo a distribuidora de energia, o corte foi promovido devido ao aumento em 120 milhões de reais em investimentos (Germano Luders)

Segundo a distribuidora de energia, o corte foi promovido devido ao aumento em 120 milhões de reais em investimentos (Germano Luders)

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Da Redação

Publicado em 12 de agosto de 2011 às 07h36.

São Paulo – O final do “sonho dos dividendos” da Eletropaulo (ELPL4) decepcionou os investidores e empurrou as ações para baixo. Os papéis da distribuidora de energia de São Paulo recuaram 5,43% na quinta-feira, para 29,61 reais. A empresa surpreendeu o mercado ao não distribuir 100% dos lucros aos acionistas após publicação dos resultados, como era esperado por parte do mercado, mas apenas 50%.

“Enquanto esperávamos uma distribuição menor, acreditamos que o corte nos pagamentos pode gerar uma reação negativa do mercado, dado que a política informal da Eletropaulo de entregar 100% dos lucros foi interrompida. Vemos qualquer maior fraqueza com uma oportunidade de compra das ações”, afirmam os analistas Márcio Prado e Carolina Carneiro, do Santander.

Para eles, o fim do “sonho dos dividendos” foi motivado por uma maior incerteza sobre o fluxo de caixa futuro por conta da próxima revisão de tarifas e o maior plano de investimentos para a manutenção, anunciado após várias falhas na distribuição durante o primeiro semestre do ano.

O lucro líquido da AES Eletropaulo disponível para distribuição entre o período janeiro-junho atingiu 582 milhões de reais, o que representa um lucro de 1,804 real para cada ação preferencial da companhia. O pagamento será efetuado em 22 de setembro.

Segundo a distribuidora de energia, o corte foi promovido devido ao aumento em 120 milhões de reais em investimentos entre 2011 e 2012, à devolução via tarifa dos passivos regulatórios no montante de 313,3 milhões de reais e à indefinição quanto a metodologia final para o terceiro ciclo de revisão tarifária.

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