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Trump diz que bombardeios deixaram o Irã 'totalmente' destruído e promete novo ataques

Declaração ocorreu em meio à visita do chanceler alemão, Friedrich Merz, à Casa Branca onde discutiram o conflito no Oriente Médio e a reação das lideranças europeias

Presidente dos EUA, Donald Trump, se reúne com o chanceler alemão Friedrich Merz no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, em 3 de março de 2026. (	ANDREW CABALLERO-REYNOLDS/Getty Images)

Presidente dos EUA, Donald Trump, se reúne com o chanceler alemão Friedrich Merz no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, em 3 de março de 2026. ( ANDREW CABALLERO-REYNOLDS/Getty Images)

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 3 de março de 2026 às 15h44.

Última atualização em 3 de março de 2026 às 15h45.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira, 3, que as ações militares conduzidas em conjunto com Israel atingiram estruturas estratégicas no Irã e que novos bombardeios ocorrerão "em breve".

A afirmação foi feita nesta tarde no Salão Oval da Casa Branca, durante conversa com jornalistas após reunião com o chanceler alemão, Friedrich Merz. Segundo o republicano, os ataques teriam destruído "praticamente tudo" no país do Oriente Médio.

Trump disse que o Irã está sem defesas aéreas diante das ofensivas americanas e israelenses, que devem continuar pelas próximas semanas com mísseis e drones. No entanto, o governo iraniano nega as declarações.

O presidente norte-americano também afirmou que Teerã ficou sem liderança: "hoje houve um ataque na nova liderança".

Medida preventiva e expectativas de novo governo

No encontro com Friedrich Merz, a primeira reunião de Trump com um líder europeu desde o início da ofensiva, o republicano justificou que os bombardeios no Irã ocorreram para proteger os EUA antes de um possível ataque.

"Eu ataquei porque achei que eles atacariam antes", afirmou o presidente.

Ele também reconheceu ter pressionado Israel a integrar a operação militar.

O republicano disse ainda que deseja que "alguém de dentro" do regime iraniano conduza o país, mas voltou a ressaltar que o Irã estaria sem comando político e sem capacidade de defesa aérea.

Durante a reunião, Trump afirmou que a guerra envolvendo EUA e Israel contra o Irã elevou os preços do petróleo ao maior nível desde 2024. Ao lado de Merz, declarou que os dois discutiriam o conflito e questões comerciais, e acrescentou que o líder alemão "tem ajudado".

O presidente dos EUA informou que a Alemanha apoiou o desembarque de forças norte-americanas em "certas áreas", mas disse que Washington não solicitou o envio de tropas alemãs.

"Eles estão nos permitindo desembarcar em certas áreas, e nós agradecemos, e eles estão apenas nos deixando confortáveis. Não estamos pedindo que eles enviem tropas terrestres", explicou.

Europa em clima de tensão

Nesta segunda-feira, 2, Alemanha e França anunciaram planos para ampliar a cooperação em dissuasão nuclear, em meio às mudanças na relação transatlântica e às tensões ligadas ao conflito com o Irã.

O chanceler alemão foi o primeiro líder europeu a visitar Washington após os ataques ao Irã, que bloquearam uma das principais rotas globais de transporte de petróleo e afetaram o tráfego aéreo internacional.

Inicialmente prevista para priorizar temas comerciais, a reunião passou a ter como foco o ataque conjunto de Estados Unidos e Israel que resultou na morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e de outros dirigentes no fim de semana.

No domingo, Merz evitou criticar diretamente os bombardeios norte-americanos, mas também não declarou apoio formal à operação, alvo de questionamentos sobre justificativa e respaldo no direito internacional.

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