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CSN toma empréstimo de US$ 1 bi com bancos e ganha tempo para vender ativos

Companhia tem quase R$ 10 bilhões em dívidas que vencem este ano

CSN: empréstimo pode chegar a R$ 1,4 bilhão (Foto/Getty Images)

CSN: empréstimo pode chegar a R$ 1,4 bilhão (Foto/Getty Images)

Mitchel Diniz
Mitchel Diniz

Editor de Invest

Publicado em 23 de março de 2026 às 10h26.

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) anunciou ao mercado a contratação de um empréstimo sindicalizado (com vários bancos) de até US$ 1,4 bilhão. Trata-se de um empréstimo ponte, voltado a reforçar o caixa da companhia no curto prazo enquanto a empresa avança em seu programa de venda de ativos. A companhia tem uma dívida de R$ 9,6 bilhões a pagar ainda este ano.

Segundo fato relevante divulgado na sexta-feira, 20, a companhia firmou uma carta-compromisso com um grupo de bancos liderado por instituições como Morgan Stanley, Citi, HSBC, BNP Paribas, Banco do Brasil e Bradesco para viabilizar a operação, que terá valor inicial de US$ 1,2 bilhão e prazo de cinco anos, com juros a partir de SOFR (taxa de referência internacional usada em operações em dólar) mais 6% ao ano .

Os recursos serão usados principalmente para refinanciar dívidas existentes e reorganizar o perfil de endividamento da companhia, além de cobrir custos associados à própria operação .

O que é um empréstimo ponte

O chamado empréstimo ponte é uma linha de crédito de curto ou médio prazo usada por empresas para “fazer a ponte” entre uma necessidade imediata de caixa e a entrada futura de recursos. Na prática, funciona como um financiamento temporário, que será quitado com dinheiro esperado de outras operações — como venda de ativos, emissão de dívida ou abertura de capital.

No caso da CSN, o empréstimo está diretamente ligado ao plano de desinvestimentos anunciado em janeiro. A ideia é antecipar parte dos recursos que a empresa espera obter com a venda de ativos, usando o crédito bancário como uma solução provisória para reforçar liquidez e ajustar o balanço.

Estratégia de desalavancagem

A operação faz parte de uma estratégia mais ampla da CSN para otimizar sua estrutura de capital. A companhia vem buscando reduzir o peso da dívida e alongar prazos, em um contexto de custos financeiros elevados.

De acordo com o comunicado, o financiamento também deve ser parcialmente garantido por ativos que estão no pipeline de desinvestimento, o que reforça o caráter transitório da operação.

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