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Inspirada no Japão, a Coreia do Sul lançou o "Programa de Valorização Corporativa" para incentivar empresas listadas na bolsa de Seul a melhorar padrões de gestão e governança corporativa. Assim, as empresas que priorizam retornos aos acionistas vão receber incentivos e benefícios fiscais, segundo comunicado da Comissão de Serviços Financeiros do país nesta segunda-feira, 26.

O programa é semelhante ao implementado pelo governo japonês e considerado um dos fatores responsáveis pelo rali do Nikkei 225 na semana passada, no qual o índice ultrapassou seu pico de 1989.

A Coreia do Sul também criará o Índice de Valorização da Coreia no terceiro trimestre - semelhante ao Índice JPX Prime 150 do Japão, composto por empresas com as melhores práticas - que será usado por fundos de pensão e outros investidores institucionais como benchmark. Novos fundos de investimento negociados em bolsa, previstos para serem lançados no quarto trimestre, também poderão acompanhar o índice.

A Coreia do Sul é a quarta maior economia da Ásia, e o esperado era que o anúncio geraria um rali de mercado sustentado semelhante ao do Japão, após o vizinho da Coreia implementar mudanças semelhantes para melhorar as práticas de gestão. "Esperamos que isso possa ajudar a resolver o problema do 'desconto coreano'", disse o regulador em comunicado.

O desconto coreano refere-se à tendência de as empresas sul-coreanas terem avaliações mais baixas do que os pares globais devido a fatores como baixos pagamentos de dividendos e à predominância de conglomerados que não priorizam a transparência, conhecidos como chaebols.

Aproximadamente dois terços das empresas listadas no KOSPI negociam com uma relação preço/valor contábil (PBR) de menos de 1, o que significa que seu valor de mercado é inferior ao valor dos ativos no balanço.

As autoridades sul-coreanas incluíram também a chamada tática de "nomear e envergonhar". A decisão da Bolsa de Valores de Tóquio de nomear empresas com retornos baixos aos acionistas foi um fator-chave para estimular mudanças estruturais nas empresas japonesas.

O KOSPI subiu 19% no ano passado, ficando atrás do Nikkei e do S&P500 dos EUA. Em 2022, seu desempenho superou apenas a Rússia entre as 20 maiores economias do G20. 

Reação decepcionante

No entanto, mesmo com a nova reforma, as ações sul-coreanas caíram nesta segunda-feira. O índice de referência KOSPI fechou em baixa de 0,77% aos 20,62 pontos, e chegou a cair 1,42% durante o pregão. A queda foi liderada por ações de bancos e montadoras.

Analistas ouvidos pela agência de notícias Reuters disseram que as propostas não foram ambiciosas o suficiente. Kim So-young, vice-presidente da FSC, disse em uma coletiva de imprensa que as reformas devem ser voluntárias, não compulsórias, acrescentando que a proposta "inclui incentivos mais fortes e robustos do que os implementados no Japão".

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