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Cidade da Foxconn decreta novo lockdown e fornecimento da Apple (APPL34) está em risco

A cidade é uma das maiores da China, com 21 milhões de habitantes, e é o local onde está situada uma das fábricas mais importantes da Foxconn
Sede da Foxconn (Reuters/Reuters)
Sede da Foxconn (Reuters/Reuters)
Carlo Cauti
Carlo Cauti

Publicado em 08/09/2022 às 16:13.

Última atualização em 08/09/2022 às 16:14.

A cidade chinesa de Chengdu, uma das maiores da China, decretou um lockdown por tempo indeterminado por causa do novo surto de coronavírus (Covid-19).

A cidade é uma das maiores da China, com 21 milhões de habitantes, e é o local onde está situada uma das fábricas mais importantes da Foxconn, uma das principais fornecedoras da Apple (APPL34).

Em particular, na planta de Chengdu são produzidos iPads e MacBooks. O novo lockdown poderá, portanto, atrasar ainda mais o fornecimento de dispositivos eletrônicos para a Apple, que sofreu atrasos durante a fase mais aguda da pandemia.

Os fornecedores da Foxconn estão operando suas instalações em Chengdu em regime de "circuito fechado", que exige que todos os funcionários trabalhem e morem no local.

Todavia, linha de produção de iPhones, principalmente o iPhone 14s, não deveria ter problemas.

Há muito tempo a Apple decidiu transferir parte de sua produção - e em particular esses modelos - para as fábricas da Foxconn localizadas na Índia.

Mais de 200 milhões de pessoas estão em lockdown na China

Chengdu, capital da província chinesa de Sichhuan, no sudoeste da China entrou novamente em lockdown por causa dos "riscos de propagação" da Covid. Segundo as autoridades locais, foram apurados 116 novos casos da doença.

A cidade também está lutando contra a crise energética desencadeada pela onda de calor sem precedentes e pelas consequências de um terremoto.

Os lockdowns estavam originalmente programados para terminar na última quarta-feira, 7, mas provavelmente durarão mais uma semana, já que a cidade prometeu "reduzir o número de casos para zero" dentro de uma semana.

Chengdu não é a única cidade chinesa afetada por lockdowns. Shenzhen, outro centro de tecnologia, está enfrentando também medidas rigorosas para tentar conter a Covid-19, que provocaram escassez de funcionários nas plantas instaladas na província. 

Atualmente, cerca de 50 cidades em toda a China estão implementando algum nível de restrição ao movimento de pessoas para tentar conter os efeitos da pandemia do novo coronavírus, afetando cerca de 291,7 milhões de pessoas.

As rígidas políticas de "Zero Covid" da China estão prejudicando o setor manufatureiro na segunda maior economia do mundo, depois que sua maior cidade do país, Xangai, foi submetida a lockdowns rigorosos por mais de dois meses no início deste ano.