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Bovespa segue NY, realiza lucro e perde os 59 mil pontos

Falta de indicadores relevantes fez investidor estrangeiro realizar lucro e puxou junto a Bolsa brasileira


	Bovespa:  no mês, a alta acumulada passou para 5,03% e, no ano, para 3,81%
 (Luiz Prado/Divulgação/BM&FBOVESPA)

Bovespa:  no mês, a alta acumulada passou para 5,03% e, no ano, para 3,81% (Luiz Prado/Divulgação/BM&FBOVESPA)

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Da Redação

Publicado em 21 de agosto de 2012 às 18h52.

São Paulo - A ausência de notícias relevantes no mercado internacional abriu espaço para as bolsas em Nova York realizarem lucro e a Bovespa seguiu o movimento e perdeu os 59 mil pontos. O comportamento ainda foi influenciado pela queda dos papéis da Petrobras e da Vale.

Com isso, o Ibovespa encerrou esta terça-feira com recuo de 0,62%, aos 58.917,73 pontos. Na mínima, o índice atingiu 58.684 pontos (-1,01%) e, na máxima, 60.209 pontos (+1,56%). No mês, a alta acumulada passou para 5,03% e, no ano, para 3,81%. O giro financeiro somou R$ 7,018 bilhões.

"Hoje não houve divulgações relevantes e isso foi o mote para os investidores lá fora embolsarem parte dos lucros", disse um operador. Na sexta-feira passada, as bolsas dos EUA registraram a sexta semana consecutiva de ganhos e a maior sequência de alta desde janeiro do ano passado. Além disso, nesta terça-feira o S&P 500 registrou o maior nível de 2007.

Os papéis da Petrobras, que subiram durante toda a manhã, inverteram o sinal no início da tarde, logo após declarações da presidente da empresa, Graça Foster, de que não há uma negociação com o governo para aumento de combustíveis. A expectativa de que um novo reajuste estava sendo negociado e poderia acontecer este ano ajudou os papéis da petroleira a apresentarem uma performance mais positiva ao longo deste mês. Para se ter uma ideia, no acumulado de agosto até o hoje, o papel ON sobe 10,37% e o PN, +8,92%. Hoje, a ação caiu 1,64% e 1,58%, respectivamente.


Já a Vale, pela manhã, foi influenciada pelas declarações do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, de que o acordo entre a empresa e o Departamento Nacional da Produção Mineral (DNPM) sobre o valor da cobrança da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), conhecido como royalties da mineração, deve sair até setembro. No entanto, as ações sucumbiram às perdas e terminaram o dia com declínio de 0,74% a ON e 0,84% a PNA.

Nem a forte alta dos contratos de metais básicos negociados na London Metal Exchange (LME), após a China anunciar uma grande injeção de capital no seu sistema financeiro e em meio ao otimismo com a Europa, ajudaram a mineradora ou as siderúrgicas. Gerdau PN caiu 1,41%, Gerdau Metalúrgica PN 2,70%, Siderúrgica Nacional ON 0,46%. Já Usiminas foi na contramão e subiu 1,50%.

Por outro lado, as construtoras fizeram bonito e figuraram entre os destaques de alta do Ibovespa. Brookfield subiu 7,38%, Gafisa ganhou 5,38% e Rosi Residencial registrou apreciação de 2,43%.

Em Nova York, as bolsas também mudaram de direção no início da tarde. A queda de 92% no lucro da Best Buy e os comentários do presidente do Federal Reserve de Atlanta, Dennis Lockhart, para não esperar muito da política monetária, mudaram o cenário, levando as bolsas americanas para território negativo.

O índice Dow Jones encerrou com declínio de 0,51%, o S&P 500 perdeu 0,35% e o Nasdaq, -0,29%.

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