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Ibovespa avança com exterior positivo; ações de varejo sobem

Às 11:09, o Ibovespa subia 0,89%, a 103.946,61 pontos

Bolsa: cenário exterior positivo justifica alta do Ibovespa nesta quarta-feria (11) (Amanda Perobelli/Reuters)

Bolsa: cenário exterior positivo justifica alta do Ibovespa nesta quarta-feria (11) (Amanda Perobelli/Reuters)

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Reuters

Publicado em 11 de setembro de 2019 às 10h19.

Última atualização em 11 de setembro de 2019 às 11h27.

São Paulo — A bolsa paulista retomava o viés positivo nesta quarta-feira, após recuar na véspera, em meio a um cenário relativamente benigno no exterior, com papéis de empresas de comércio eletrônico recuperando-se após fortes perdas no último pregão.

Às 11:09, o Ibovespa subia 0,89%, a 103.946,61 pontos. O volume financeiro somava 3,6 bilhões de reais.

Na terça-feira, o Ibovespa fechou em baixa de 0,14%, quebrando sequência de quatro sessões de alta.

Da cena internacional, decisão da China de isentar alguns produtos dos Estados Unidos de tarifas retaliatórias e dados de preços ao produtor norte-americano repercutiam nos negócios, enquanto o mercado aguarda o BCE na quinta-feira.

Há expectativa de que o Banco Central Europeu (BCE) reduza as taxas de juros e retome um programa de compra de ativos para estimular a economia da região.

No Brasil, a equipe da corretora Planner chama a atenção para discussões acerca de eventual tributação sobre transações financeiras, dentro da reforma tributária, além da dificuldade para conclusão do texto da reforma da Previdência.

"Estes assuntos podem alterar o humor dos investidores e os estrangeiros seguem retirando recursos da bolsa", observaram em nota a clientes.

Dados disponibilizados pela B3 nesta quarta-feira, mostram que o capital externo no segmento Bovespa está negativo em 2,035 bilhões de reais em setembro até o dia 9, com saída líquida do mercado secundário em quatro dos seis pregões até o momento.

Destaques

- PETROBRAS PN e PETROBRAS ON subiam 0,7% e 0,6%, respectivamente, em sessão de alta dos preços do petróleo no exterior.

- MAGAZINE LUIZA tinha elevação de 4,65%, com papéis de comércio eletrônico recuperando-se de fortes perdas da véspera após lançamento do Amazon Prime ao Brasil. B2W subia 2,85% e VIA VAREJO avançava 2,95%. Em Nova York, Mercado Livre revertia queda da véspera e subia 1,7 por cento.

- B3 avançava 3,5%, após divulgar dados operacionais de agosto na véspera. Para a equipe do BTG Pactual, os números corroboram a tese de que o terceiro trimestre será forte.

- MRV subia 3,46%, em sessão de alta do setor imobiliário, tendo no radar reportagem do jornal o Estado de S. Paulo de que o governo usará o FGTS para bancar todo o subsídio do Minha Casa Minha Vida, medida que tem potencial de destravar 26,2 bilhões de reais em investimentos no programa habitacional.

- BANCO BTG PACTUAL UNIT valorizava-se 4,4%, entre os destaques positivos, no segundo dia de alta, após perder 13,7% nos primeiros pregões do mês. No setor, ITAÚ UNIBANCO PN cedia 0,5% e BRADESCO PN perdia 0,2%.

- VALE cedia 0,02%, em sessão de ajuste negativo para ações de mineradoras e siderúrgicas na bolsa, com GERDAU PN caindo 1,7% e CSN perdendo 0,13%. USIMINAS PNA exibia estabilidade.

- TELEFÔNICA BRASIL subia 1,5%, em meio a expectativas de que o PLC 79, que altera a Lei Geral de Telecomunicações, possa ser votado no plenário do Senado ainda nesta quarta-feira. OI ON, que não está no Ibovespa, avançava 4%. TIM tinha acréscimo de 0,3%.

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