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Aeris decola 76% em 45 dias e tem espaço para subir mais, avalia BTG

Líder na produção de pás de energia eólica tem uma das maiores altas entre os IPOs do ano e recebe recomendação de compra do banco

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Alexandre Negrão, o Xandy (à esquerda) e seu filho Alexandre Negrão, o Xandinho, na cerimônia de estreia da Aeris Energy na B3, no início de novembro de 2020 (B3/Divulgação)

Alexandre Negrão, o Xandy (à esquerda) e seu filho Alexandre Negrão, o Xandinho, na cerimônia de estreia da Aeris Energy na B3, no início de novembro de 2020 (B3/Divulgação)

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Marcelo Sakate

Publicado em 27 de dezembro de 2020 às, 17h18.

Última atualização em 27 de dezembro de 2020 às, 20h40.

Um dos IPOs (oferta pública inicial, na sigla em inglês) com melhor desempenho em 2020 não atraiu os holofotes como a Rede D'Or ou o Grupo Mateus. Mas, em pouco mais de seis semanas, a fabricante de pás para geradores de energia eólica Aeris Energy desponta como um dos destaques entre as 28 companhias que abriram o capital na B3 neste ano.

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As ações da Aeris (AERI3) encerraram o pregão no último dia 23 negociadas a 9,66 reais, com um avanço de 76% em relação ao preço de estreia de 5,50 reais -- abaixo da faixa indicativa para o IPO -- no Novo Mercado da B3 no dia 11 de novembro. A oferta, que atraiu investidores interessados na pegada ESG, movimentou 1,1 bilhão de reais.

No início da última semana, a empresa passou a receber cobertura de equipe de research do BTG Pactual (do mesmo grupo que controla a EXAME). No primeiro relatório, analistas do banco recomendaram a compra da ação, com um upside naquele momento de 59% com preço-alvo em 12 reais. A ação estava sendo negociada a 7,54 reais.

Com a ação a 9,66 reais, ainda há um upside (potencial de valorização) de 24%.

"A Aeris tem fundamentos setoriais atraentes, vantagens competitivas-chave e um posicionamento sólido de mercado", escreveram os analistas no relatório, elencando a seguir quais são essas características.

Entre esses fatores estão, segundo o relatório, o crescente apelo por energias renováveis; o fato de a Aeris atuar em um mercado consolidado, em que a necessidade de capital e tecnologia configura barreiras de entrada; excelência operacional; e uma liderança folgada de mercado, com cerca de 70% de market share nas encomendas feitas.

"Tal conjunto de pontos fortes cria uma combinação poderosa de retornos médios de capital acima da média da indústria (ROIC de 38%) e de crescimento impressionante (uma taxa anual composta, ou CAGR na sigla em inglês, de 26% de 2020 a 2024)", completam os analistas.

A Aeris é controlada pela família Negrão com 61,7% do capital. A família se notabilizou por erguer a farmacêutica de genéricos Medley, que se tornou a maior do país no segmento antes de ser vendida em 2009 à francesa Sanofi por 1,5 bilhão de reais.

Com parte dos recursos, o empresário Alexandre Funari Negrão, conhecido como Xandy Negrão, piloto experiente de Stock Car, entrou como sócio investidor majoritário da Aeris em 2010. Ele atualmente ocupa a presidência do conselho. O seu filho Alexandre Sarnes Negrão, o Xandinho, é o diretor-presidente desde 2017. Ele é também piloto de automobilismo e casado com a atriz Marina Ruy Barbosa.

Fundada em 2010 por ex-profissionais da Embraer, a Aeris tem fábrica no complexo industrial de Pecém, perto de Fortaleza (Ceará) e em região que concentra alguns dos maiores parques de geração eólica do país.

Segundo o relatório do BTG, a empresa deve encerrar 2020 com um crescimento de 163% nas receitas brutas, que devem chegar a 2,26 bilhões de reais. A geração de caixa operacional (medida pelo Ebitda) deve ficar em 246 milhões de reais, com margem Ebitda de 11,6%. O lucro líquido, por sua vez, alcançaria 127 milhões de reais.

Outro negócio da família é a Fazenda Conforto, em Nova Crixás, Goiás: trata-se de uma das maiores fazendas do país em confinamento de gado de corte.

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