5 ações para investir com até R$ 3 e potencial de alta acima de 100%

Papéis tiveram acentuada desvalorização nos últimos meses e agora contam com potencial expressivo de alta, segundo analistas do BTG Pactual
Painel de cotações da B3: potencial de ganho acima de 100% para algumas ações | Foto: Germano Lüders/EXAME (Exame/Germano Lüders)
Painel de cotações da B3: potencial de ganho acima de 100% para algumas ações | Foto: Germano Lüders/EXAME (Exame/Germano Lüders)
Por Guilherme GuilhermePublicado em 24/01/2022 06:15 | Última atualização em 23/01/2022 23:06Tempo de Leitura: 5 min de leitura

Ações como as da Vale (VALE3), cotadas cada uma a 90 reais, ou um BDR (recibo de ação listada no exterior) da Tesla (TSLA34), a 170 reais, podem desbalancear a carteira de um pequeno investidor. Mas não é preciso muito dinheiro para não só investir como conseguir diversificar a carteira na bolsa de valores. É possível encontrar boas oportunidades de compra com apenas 3 reais. E, de quebra, mais do que dobrar o valor investido em um ano.

São ações em geral de small caps (empresas com menor capitalização) que estiveram entre as maiores quedas dos últimos meses e que, por isso, ficaram atrativas, segundo analistas do mercado. Vale ressaltar, contudo, que o preço baixo da ação não é sinônimo de pechincha. Preço é diferente de valor.

Para saber se vale a pena, é preciso fazer uma avaliação, por exemplo, pela análise fundamentalista. Para a equipe de Equity Research do BTG Pactual (BPAC11), há papéis que estão realmente baratos.

Confira quais são as ações recomendadas pelo banco negociadas a 3 reais ou menos cada uma e com upside (potencial de valorização) em 12 meses acima de 100%.

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1. Méliuz (CASH3)

Preço na sexta (dia 21): 2,66 reais | Preço-alvo em 12 meses: 6 reais | Upside: 112,8%

Fintech que surgiu como plataforma de cashback e cupons de desconto, a Méliuz chegou a subir em dado período do ano passado mais de 600% em relação à estreia na B3, em novembro de 2020.

Nos últimos seis meses, porém, a condição adversa a empresas de crescimento fez os papéis da companhia despencarem 75%. Embora o hype sobre a Méliuz tenha passado no mercado, analistas do BTG Pactual seguem confiantes.

O seu último resultado, do terceiro trimestre, teve como um dos destaques o crescimento de 87% do GMV (sigla em inglês para volume bruto de mercadorias) da plataforma, para 923 milhões de reais.

"A empresa está muito mais capitalizada, puxou o gatilho em várias fusões e aquisições e está certamente mais 'poderosa' do que era durante o IPO. A equipe é brilhante, jovem e apaixonada e conta com uma grande base de clientes pronta para se tornar mais engajada. Assim, reiteramos nossa recomendação de compra", afirmam em relatório.

2. IMC (MEAL3)

Preço na sexta (dia 21): 2,34 reais | Preço-alvo em 12 meses: 13 reais | Upside: 455,6%

Responsável pelas operações brasileiras do KFC e da Pizza Hut, a International Meal Company (MEAL3) tem restaurantes espalhados pelas Américas, incluindo os Estados Unidos. A empresa, que esteve entre as que mais sofreram com as restrições impostas pela pandemia, vem apresentando recuperação gradual e já supera marcas pré-covid.

No terceiro trimestre, sua receita chegou a 540,4 milhões de reais, 27,2% superior ao registrado no mesmo período de 2019 e 80% maior do que a de 2020. O Ebitda acumulado dos três primeiros trimestre de 2021 foi de 163,2 milhões de reais, contra 105,7 milhões de reais dos nove primeiros meses de 2019. Apesar do crescimento, as ações caíram mais de 70% desde o início de 2020. Para o BTG, o preço justo seria de 13 reais, mais de 400% superior ao atual.

3. Enjoei (ENJU3)

Preço na sexta (dia 21): 2,87 reais | Preço-alvo em 12 meses: 7 reais | Upside: 143,9%

Após quase dobrarem de preço em seus primeiros meses de bolsa, entre o fim de 2020 e o começo de 2021, as ações da Enjoei atravessam um momento adverso já há alguns meses. Os papéis estão mais de 85% abaixo das máximas históricas de fevereiro de 2021.

Mas, apesar da desvalorização acumulada, a Enjoei segue no portfólio de alguns dos maiores fundos da indústria, como os da Verde Asset e os da Dynamo. Com os papéis cotados abaixo de 3 reais, analistas do BTG Pactual enxergam uma boa oportunidade: a empresa deve se beneficiar da atual penetração do vestuário nas vendas online.

Entre os pontos positivos da companhia, o BTG Pactual ressalta a exposição "ao crescimento secular do e-commerce no Brasil e à economia circular com uma abordagem ESG". A equipe de analistas do banco de investimento ainda cita a ampla variedade de produtos e alta frequência e o engajamento de usuários na plataforma.

4. Oi (OIBR3)

Preço na sexta (dia 21): 0,86 real | Preço-alvo em 12 meses: 2,30 reais | Upside: 167,4%

A Oi é uma das ações mais presentes na carteira dos brasileiros, com mais de 1,5 milhão de investidores em sua base de acionistas. E essa aposta tem sentido, na visão de analistas do BTG Pactual, que esperam pela contínua expansão de sua rede de fibra ótica da Oi. Trata-se do novo core business da telecom depois da venda da unidade de telefonia móvel.

A ação da companhia de telecomunicações vêm sendo negociadas na bolsa por menos de 99% do valor que tinha em 2012. Para o banco, os descontos são "excessivos". O preço-alvo de 2,30 reais, segundo o BTG, reflete apenas a participação da Oi na InfraCo, nome da empresa que opera justamente a infraestrutura de fibra óptica.

5. Tecnisa (TECN3)

Preço na sexta (dia 21): 3,12 reais | Preço-alvo em 12 meses: 15 reais | Upside: 380,8%

As ações da Tecnisa tiveram queda de mais de 80% no ano passado, em movimento que não é exatamente novo. Os últimos resultados, na visão do BTG Pactual, foram fracos, mas não explicam tamanha reação do mercado. Para os analistas, a companhia é uma das incorporadoras mais baratas da bolsa, com potencial de alta de mais de 300%.

*Cotação de fechamento do pregão da última sexta-feira, 21 de janeiro.