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Empresa francesa afirma que tecnologia deve complementar trabalhadores, não substituí-los, e registra ganhos em atendimento e produção (Reprodução)
Redação Exame
Publicado em 30 de maio de 2026 às 10h29.
A aplicação mais concreta da inteligência artificial na Schneider Electric talvez não esteja nos escritórios, mas no chão de fábrica. Em uma unidade na Normandia, na França, a empresa conseguiu reduzir em 73% o desperdício de uma etapa da produção usando sistemas de IA.
A tecnologia passou a monitorar a fabricação de componentes utilizados em milhões de interruptores elétricos produzidos anualmente pela companhia.
O processo envolve a remoção de sódio de uma mistura de prata utilizada em contatos elétricos presentes em elevadores, motores, veículos elétricos e sistemas de iluminação.
Antes da automação, operadores precisavam estimar quantos ciclos de lavagem eram necessários para atingir o padrão de qualidade exigido.
Com IA, o sistema passou a indicar exatamente quando interromper a lavagem, reduzindo desperdício de matéria-prima, água e energia.
A empresa afirma que também eliminou uma etapa que exigia envio de amostras para laboratórios externos, processo que demorava entre 24 e 48 horas.
Além da economia financeira, a mudança reduziu o transporte de materiais e ajudou a diminuir o consumo de combustível utilizado na logística.
Outro uso da tecnologia ocorre na inspeção de qualidade, onde câmeras equipadas com IA conseguem identificar defeitos em componentes industriais em poucos segundos.