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Deepfake: tecnologia simula rostos e vozes para aplicar golpes digitais em redes sociais (Getty Images)
Repórter de Inteligência Artificial e Tecnologia
Publicado em 15 de outubro de 2026 às 05h01.
A NordVPN alerta para o uso de vídeos, imagens e áudios manipulados por IA em fraudes digitais. A empresa recomenda verificar a origem dos conteúdos e confirmar a identidade de interlocutores por outros canais, sem depender apenas de falhas visuais para reconhecer uma montagem.
Um rosto conhecido e uma voz familiar podem fazer uma oferta falsa parecer confiável. Segundo um alerta da NordVPN, criminosos usam vídeos manipulados por inteligência artificial para promover investimentos falsos e produtos fraudulentos nas redes sociais, atribuindo a pessoas reais recomendações que elas não fizeram.
A técnica é conhecida como deepfake: imagens, vídeos ou áudios produzidos ou alterados com IA para simular a aparência, a voz e os comportamentos de alguém. Na avaliação da empresa de segurança digital, essas falsificações ampliam os riscos de roubo de identidade, extorsão e manipulação de reputações.
O golpe explora a confiança em quem parece estar falando. Em vez de apresentar apenas uma promessa em texto, a montagem pode colocar essa mensagem na boca de um profissional ou de uma personalidade reconhecida pelo público.
Fotografias, vídeos e gravações reais podem fornecer os padrões usados para criar a falsificação. Os sistemas aprendem características da pessoa retratada e as reproduzem em um conteúdo novo.
“O processo normalmente envolve o treinamento de algoritmos com imagens, vídeos ou gravações reais de uma pessoa, permitindo reproduzir expressões faciais, movimentos e características vocais de forma convincente”, afirma Marijus Briedis, diretor de tecnologia da NordVPN, em comunicado.
A tecnologia também tem aplicações legítimas no entretenimento, na produção audiovisual e na educação. O risco apontado pela companhia está no uso sem consentimento para enganar o público ou prejudicar a pessoa cuja imagem foi reproduzida.
Segundo Briedis, movimentos faciais pouco naturais, inconsistências na iluminação e bordas borradas ao redor do rosto podem indicar manipulação. Alterações na qualidade do áudio e diferenças em relação a registros conhecidos da pessoa também merecem atenção.
Esses sinais ajudam a levantar suspeitas, mas não encerram a checagem. O executivo ressalta que identificar falsificações se torna mais difícil conforme a tecnologia evolui. A ausência de um defeito perceptível não deve ser tratada como confirmação de autenticidade.
Para avaliar possíveis golpes com IA, a NordVPN recomenda verificar a origem do conteúdo e compará-lo com fontes confiáveis. Antes de acreditar em uma oferta ou compartilhar uma declaração, é necessário conferir se ela aparece nos canais oficiais de quem supostamente a fez.
As recomendações da empresa incluem limitar a divulgação de informações pessoais na internet, confirmar a identidade de interlocutores em comunicações suspeitas e ativar a autenticação em múltiplos fatores nas contas digitais.
“A educação digital e a proteção da privacidade representam as principais defesas contra ataques baseados em inteligência artificial”, afirma Briedis.
As medidas cumprem funções diferentes. Proteger uma conta dificulta acessos indevidos; verificar a origem de uma mensagem ajuda a avaliar quem está por trás dela. Uma aparência convincente, sozinha, não resolve essa segunda tarefa.
Não. Também podem ser imagens e áudios manipulados ou produzidos com inteligência artificial para simular pessoas.
Não. Falhas no rosto, na iluminação ou no áudio podem levantar suspeitas, mas a verificação também deve considerar a origem do conteúdo e fontes confiáveis.
O comunicado da NordVPN não apresenta uma série de dados que permita quantificar esse crescimento no país.