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A habilidade de IA que pouca gente coloca no currículo, mas pode mudar a forma de trabalhar

Mais do que conhecer ferramentas, profissionais precisam aprender a dar contexto, avaliar respostas e transformar a inteligência artificial em parte do trabalho

A habilidade de IA que pouca gente coloca no currículo, mas pode mudar a forma de trabalhar  (Magnific)

A habilidade de IA que pouca gente coloca no currículo, mas pode mudar a forma de trabalhar (Magnific)

Publicado em 29 de setembro de 2026 às 17h19.

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Uma das habilidades de inteligência artificial que começa a ganhar espaço no mercado de trabalho não está necessariamente ligada à programação. Ela envolve saber trabalhar com a tecnologia, entender suas limitações e transformar uma ferramenta de IA em parte de uma tarefa profissional.

Esse conjunto de conhecimentos é chamado de AI literacy, ou alfabetização em inteligência artificial. A competência inclui compreender conceitos básicos de IA, saber utilizar ferramentas e avaliar criticamente os resultados produzidos por elas.

O LinkedIn colocou a alfabetização em IA entre as habilidades que mais crescem em diferentes mercados e funções em 2025. Segundo a plataforma, a expectativa é que 70% das competências utilizadas na maioria dos empregos mudem até 2030, com a IA como um dos principais catalisadores.

Aprender IA na prática pode ser um caminho para desenvolver essa competência. O Pré-MBA em IA da Saint Paul e EXAME tem quatro aulas práticas, online, por R$ 37, com conteúdo voltado à aplicação da tecnologia no trabalho

O que significa ter alfabetização em IA

Saber utilizar o ChatGPT, Gemini, Claude ou outra ferramenta é apenas uma parte da habilidade. O profissional também precisa entender como estruturar uma tarefa para que a tecnologia consiga ajudar de maneira adequada.

Na prática, isso significa fornecer contexto, definir o resultado esperado, apresentar informações relevantes e estabelecer critérios para a resposta.

Um profissional de marketing, por exemplo, pode simplesmente pedir à IA para escrever uma campanha. Uma utilização mais estruturada seria informar o público, o objetivo, o canal, o posicionamento da marca, as restrições e os critérios usados para avaliar o resultado.

O mesmo princípio pode ser aplicado em outras áreas:

  • Um analista pode pedir à IA que identifique padrões em uma planilha e explique os critérios utilizados.
  • Um profissional de RH pode utilizar a ferramenta para organizar descrições de vagas e comparar competências.
  • Um vendedor pode transformar anotações de reuniões em próximos passos e perguntas para o cliente.

A diferença está menos na ferramenta escolhida e mais na capacidade de orientar e revisar o trabalho produzido por ela.

A habilidade vai além de escrever bons prompts

O prompt, nome dado à instrução enviada a um sistema de IA, ganhou popularidade com a expansão da IA generativa. Mas alfabetização em IA é um conceito mais amplo.

Um profissional precisa saber identificar quando uma ferramenta é adequada para determinada tarefa e quando não é. Também precisa reconhecer erros, informações inventadas e respostas que parecem convincentes, mas não têm fundamento.

Essa etapa de avaliação é importante porque modelos de linguagem podem produzir respostas incorretas mesmo quando escrevem de maneira clara e segura.

O LinkedIn identificou que profissionais de recrutamento que já experimentavam ou integravam IA generativa relatavam economia média de 20% do tempo de trabalho semanal. O dado mostra um dos possíveis ganhos da tecnologia, mas também reforça a necessidade de saber onde aplicar a IA para que o tempo economizado seja direcionado a atividades relevantes.

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Como desenvolver a habilidade no trabalho

Uma forma de começar é escolher tarefas recorrentes da própria rotina e testar como a inteligência artificial pode participar delas.

O processo pode seguir quatro etapas:

  1. Identificar a tarefa: escolha uma atividade repetitiva ou que consuma muito tempo.
  2. Definir o contexto: informe à ferramenta o que ela precisa saber para executar a tarefa.
  3. Estabelecer critérios: explique como uma resposta adequada deve ser estruturada.
  4. Revisar o resultado: confira informações, cálculos, fontes e conclusões antes de utilizar o material.

Esse processo também ajuda o profissional a entender quais atividades podem ser automatizadas, quais podem ser aceleradas e quais ainda exigem julgamento humano.

A Microsoft chegou a uma conclusão semelhante ao analisar dados agregados de produtividade do Microsoft 365: a IA pode ajudar a enfrentar o excesso de trabalho, mas a tecnologia não resolve sozinha problemas relacionados à organização dos processos.

Por que colocar essa habilidade no currículo

A alfabetização em IA pode ser descrita no currículo de forma mais específica do que simplesmente escrever “conhecimento em inteligência artificial”.

O profissional pode destacar competências como:

Uso de IA generativa, engenharia de prompts, análise e validação de respostas, automação de tarefas ou aplicação de ferramentas de IA em determinada área profissional.

O próprio LinkedIn registrou que três vezes mais executivos de alta liderança adicionaram habilidades relacionadas a IA, como engenharia de prompts e ferramentas de IA generativa, aos seus perfis em comparação com dois anos antes.

Isso não significa que conhecer uma ferramenta específica seja suficiente para uma carreira. A competência envolve entender como trabalhar com IA, avaliar seus resultados e incorporá-la de maneira responsável às atividades profissionais.

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