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Taynaah Reis: Blockchain e a economia da biodiversidade

A biodiversidade é nossa maior riqueza e a tecnologia blockchain pode contribuir para sua valoração e governança
 (Andriy Onufriyenko/Getty Images)
(Andriy Onufriyenko/Getty Images)
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Taynaah ReisPublicado em 13/08/2022 às 10:20.

Por Taynaah Reis*

Nossos produtos agrícolas, commodities são ativos em ascensão, mas boa parte da população não tem acesso, não investe em “Mercado Futuro” e mal acompanha o preço da saca do café ou cotação da soja.

Já existem títulos rurais digitalizados em blockchain, marketplaces e títulos como a CPR digital, mas há ainda muito espaço para mais inovação, desintermediação e desburocratização. Há muitas possibilidades para criação de ativos digitais que democratizem o acesso à investimento no agro e fomento de boas práticas direcionadas a sustentabilidade e utilização de recursos naturais em áreas utilizadas pela agricultura.

(Mynt/Divulgação)

Há poucos instrumentos financeiros com o intuito de e restaurar, proteger recursos naturais, utilizar racionalmente e manejar criteriosamente e garantir sua sustentabilidade e existência para as futuras gerações. Um instrumento ambiental um pouco mais popular é o de crédito de carbono, que ainda encontra barreiras regulatórias e acesso a mercado para sua operacionalização.

A criação de valor pode acontecer de uma forma mais sistêmica, experiências de realidade aumentada e realidade imersiva podem apoiar a educar o consumidor ou investidor sobre o impacto das mudanças climáticas. A gamificação, também pode trabalhar em conjunto com experiências imersivas para impulsionar comportamentos sustentáveis. As marcas podem provar sua boa fé ambiental, permitindo que os consumidores experimentem de forma imersiva a jornada e os atributos de sustentabilidade de um produto.

Metodologias disruptivas podem se beneficiar da tecnologia blockchain e incorporar aspectos da complexidade de cada bioma, conservação, restauração, legal, propriedades florestais, áreas de preservação e proteção, custos, impacto social e criar um sistema de crédito que possa ser facilmente utilizado e adotado por muitos, com o objetivo de criar um ganho líquido de biodiversidade onde for aplicado.

A aplicação da metodologia pode se beneficiar de um sistema de governança autônoma e descentralizada DAO para avaliação e cálculo da biodiversidade que pode ser usado para fomentar projetos de crédito de biodiversidade. A criação de uma comunidade pode favorecer um ambiente de troca para compartilhar boas práticas de resiliência climática e manejo florestal.

Há uma forte justificativa econômica para incentivos que encorajem proprietários privados de terras a uma gestão de suas terras focada na natureza, incluindo pagamentos por serviços ecossistêmicos, bem como a validação dos benefícios da restauração ecológica.

A lógica por trás dos instrumentos orientados pelo mercado para a conservação da biodiversidade é que os impactos positivos e negativos sobre a biodiversidade podem ser medidos e representados como créditos e dívidas e, como tal, podem ser integrados na tomada de decisões econômicas.

Uma empresa pode ter que pagar pela mitigação regulatória de seu impacto na biodiversidade ou pode desejar contribuir para um impacto líquido positivo voluntário nos ecossistemas, melhorando assim sua imagem e reputação perante seus clientes. Da mesma forma, se um proprietário de terras pode lucrar com a proteção ou restauração de um habitat, ele pode fornecer mais proteção ao habitat do que teria feito sem compensação.

Os créditos de biodiversidade podem permitir que indivíduos e empresas invistam em projetos ambientais que contribuam para uma biodiversidade mais rica. Um crédito em si é um documento digital, que descreve onde a ação ambiental ocorreu, quem a desenvolveu, de acordo com quais metodologias e que foi certificado de acordo com um determinado sistema.

Ao investir em Agricultura Regenerativa, por exemplo, os impactos ambientais incluem a redução de emissões de carbono para a atmosfera, favorecendo o seu sequestro no solo e biomassa das raízes, menor poluição da água e solo, com a redução da aplicação de insumos químicos, e o aumento da biodiversidade, entre outros benefícios.

Com maior produtividade por área cultivada, mais florestas poupadas e carbono do solo armazenado, contribuímos para mitigar as mudanças climáticas e geramos ganhos em toda a cadeia.

Felizmente, são inúmeras as possibilidades de construir experiências imersivas para criar uma nova consciência climática que pode estimular, financiar e engajar em ações em prol do meio-ambiente.

Quais os critérios você usaria para investir em ativos financeiros da biodiversidade? Participe da construção do modelo.

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