Bitcoin atinge alta histórica no Brasil impulsionado por alta do dólar

Com moeda norte-americana negociada a R$ 5,60, bitcoin ultrapassa barreira dos R$ 70 mil em exchanges brasileiras pela primeira vez na história

Cotado acima de 12.000 dólares pela primeira vez desde janeiro de 2018, o bitcoin (BTC) ainda está distante do seu preço mais alto já registrado – perto de 20.000 dólares em dezembro de 2017. No entanto, acaba de atingir um feito histórico: o recorde de preço no Brasil.  

Nesta quarta-feira (21), a principal criptomoeda do mercado é cotada por volta de 12.700 dólares, mas a alta no preço da moeda americana faz com que as exchanges brasileiras negociem o ativo acima dos 70.000 reais pela primeira vez na história. Bitcoin é coisa de nerd? Está na hora de abrir a cabeça. Conheça a EXAME Research.

Em 2017, quando o bitcoin era negociado no mercado internacional a 19.665 dólares – preço mais alto já registrado -, as exchanges de criptomoedas brasileiras chegaram a negociar o ativo ao preço máximo de 69.702 reais.

Desta vez, após semanas sendo negociado acima de 60.000 reais nas plataformas nacionais, o bitcoin rompeu a resistência dos 12.000 dólares após mais de dois anos e superou a marca histórica, chegando a ser negociado acima de 72.100 reais em algumas das principais exchanges brasileiras, como Foxbit e Mercado Bitcoin.

Desvalorização Cambial

A máxima histórica do bitcoin no país chega após o ativo digital acumular alta de 6,25% e negociar 26,7 bilhões de dólares (cerca de 150 bilhões de reais) em BTC nas últimas 24 horas, segundo o site Nomics.

No entanto, é o preço do dólar que faz com que o BTC chegue ao seu maior patamar da história no mercado brasileiro.

Em dezembro de 2017, quando o bitcoin chegou perto de 20.000 dólares, a moeda americana era negociada na faixa de 3,30 reais no país. Atualmente, a moeda norte-americana é cotada na faixa de 5,60 reais, o que explica o recorde “localizado” no preço da criptomoeda.

Apontada como a moeda nacional que mais desvalorizou em 2020, o real tem ajudado os investidores de criptomoedas, fazendo com que os preços cheguem a patamares cada vez mais altos. O mesmo fenômeno foi visto em países que sofreram com desvalorização cambial acentuada recentemente, como Venezuela e Argentina – nesses dois casos, o BTC atingiu seu preço mais alto da história entre abril e maio de 2020.

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