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Por Eduardo Carvalho*

O esperado halving do bitcoin está chegando. Previsto para ocorrer entre a segunda quinzena e o final de abril, o evento é conhecido por ser extremamente relevante para o mercado cripto, mas agora pode se encontrar em um dos momentos mais cruciais e potencialmente transformadores de sua história.

O fenômeno acontece a cada quatro anos e representa uma mudança significativa na dinâmica de oferta do bitcoin, ao reduzir pela metade a recompensa concedida aos mineradores pela validação de novos blocos de transações. A ideia é preservar o valor do ativo mediante a escassez.

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Em 2024, a redução será da atual recompensa de 6,25 bitcoins para 3,125, e o bloco onde essa redução se inicia é no de número 840.000. Historicamente, o preço da criptomoeda aumenta de dois a três meses após o evento, porém, neste caso, há um fator impulsionador: a recente aprovação de ETFs de bitcoin pela Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês).

Ou seja, o desenvolvimento do mercado promete ampliar o acesso e a distribuição do ativo ainda antes do evento do halving, funcionando como um catalisador para a sua valorização. Dessa maneira, a atenção ao ativo não terá precedentes.

Para se ter uma ideia, atualmente o bitcoin já superou a marca de US$ 69 mil, alcançando seu maior valor em três anos, como apontam dados do CoinMarketCap. No entanto, a expectativa é que o preço da criptomoeda possa atingir patamares nunca antes vistos com essa conjunção de fatores, sendo bem plausível ultrapassar os US$ 100 mil num futuro próximo.

Como se preparar para o halving?

O halving opera sob uma lógica de escassez programada, que faz parte da concepção original do bitcoin. Tal estratégia visa simular um comportamento semelhante ao de recursos finitos, como o ouro, conferindo à criptomoeda uma maior valorização e a característica de um bem de produção limitada.

A redução na recompensa de mineração, de fato, exige que os mineradores redobrem seus esforços para manter a rentabilidade, promovendo assim um equilíbrio que tende a favorecer o aumento no preço do ativo. Contudo, além da dinâmica de oferta e demanda, o evento deste ano carrega consigo o potencial de consolidar as criptomoedas como uma classe mais viável.

Embora ainda jovem, o mercado demonstra uma capacidade crescente de atrair investidores institucionais e individuais, interessados em diversificar suas carteiras e participar de uma nova era de inovação. Diante disso, as novas tendências sugerem não só um aumento de valor, mas também um ponto de inflexão na maturidade do setor.

Se olharmos para questões práticas, hoje diversos negócios e empresas já aceitam as criptomoedas como pagamentos. São justamente fatos como esse que demonstram que tais recursos se mostram eficientes para resolver problemas reais e validar modelos de negócio inovadores. Então, agora é a hora das pessoas se posicionarem e olhar para todas as possibilidades existentes.

Também vale frisar que as instituições financeiras possuem um papel crucial em meio ao contexto atual. É imprescindível que as empresas estejam preparadas para atender a uma necessidade que, inevitavelmente, se tornará mais robusta e sofisticada.

Aspectos como a custódia de ativos digitais, a compreensão dos mecanismos de compra e venda, o conhecimento sobre as propostas existentes e a educação do consumidor são vitais para que o setor continue sua trajetória ascendente de forma saudável e sustentável.

Olhando para todo o cenário, é certo dizer que, à medida que nos aproximamos do halving de 2024, o bitcoin não só pode aumentar a sua valorização, como também está diante de uma oportunidade de ouro de provar sua resiliência, inovação e viabilidade a longo prazo.

Seja para as pessoas físicas, mineradores ou organizações, chegou o momento de agir com perspicácia, visão estratégica e um compromisso com a adoção responsável da criptomoeda. Todos os envolvidos têm um papel central neste processo.

*Eduardo Carvalho é CEO e cofundador da Dynasty Global AG, empresa de criptoativos que usa o mercado imobiliário como referência para emissão de tokens de pagamento. Com experiência nos setores imobiliário e de tecnologia, atua como especialista em criptoativos na Europa.

*O texto é de caráter opinativo e não deve ser considerado uma recomendação de investimento.

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